Empresas da indústria de óleo e gás acreditam em recuperação firme nos negócios em 2021

FONTE PETRONOTÍCIAS – Matéria publicada em 24 de dezembro de 2020

No Perspectivas de véspera de Natal, dois convidados especiais trazem as suas opiniões e sugestões para que tenhamos um 2021 melhor, com a economia brasileira mais pujante. 

Sergio Mattoso, Presidente da Meghatherme, e Ronald Carreteiro, um dos executivos da Sobena, que tem se dedicado especialmente ao programa de descomissionamento das plataformas de petróleo da Petrobrás. Um projeto que pode gerar centenas de empregos e um reaquecimento da cadeia da indústria do petróleo. A Megatherme, que atua no mercado há mais de 30 anos, especialista em isolamento térmico, proteção contrafogo e vedações industriais, está comemorando este ano uma parceria especial com uma importante indústria do Reino Unido, a SPS Technology, que poderá render bons frutos para o mercado brasileiro a partir de 2021. Vamos então saber o que pensam os dois executivos. Começando por Sérgio Mattoso:

1- Como o senhor e a sua empresa enfrentaram os desafios de 2020, quando a economia brasileira estava em pleno voo de subida?

– Precisamos gerenciar o nosso caixa com mais cuidado. Fomos bemsucedidos pois conseguimos manter todos os nossos excelentes profissionais que fazem com que sejamos muito bem avaliados por nossos clientes, principalmente na área offshore.

2- Quais são as perspectivas do senhor e da sua empresa?

– Esperamos que o ritmo da economia seja retomado principalmente depois da liberação de uma vacina para a Covid-19.  O valor do barril do petróleo deve se recuperar em 2021. Também acabamos de fechar uma parceria para representar uma firma inglesa a SPS Technology que possui know how para reforço e recuperação estrutural que deverá revolucionar esta área da manutenção offshore.

3- Se o senhor fosse consultado, quais as recomendações e sugestões que faria para o Governo, neste ano que está prestes a iniciar?

– A continuação da votação das reformas no Congresso e que a Petrobrás negocie os seus campos maduros propiciando a entrada de novos players no mercado.

 

Agora, então, vamos às opiniões e sugestões do engenheiro Ronald Carreteiro (foto à esquerda):

1- Como o senhor e a sua empresa enfrentaram os desafios de 2020, quando a economia brasileira estava em pleno voo de subida?

– Creio que o maior desafio na crise de 2020 foi o de manter profissionais engajados. A solução do fique em casa já se esgotou. E o home office deverá ser mais bem equacionado. As maiores empresas brasileiras, mudaram linhas de produção, adotaram tecnologias para automatizar os negócios e lançaram mão de ferramentas para conhecer melhor o consumidor. As tendências já estavam em marcha, mas sua aplicação foi acelerada. O desafio é preservar as conquistas obtidas para fazer frente ao cenário que está por vir.

De acordo com pesquisa do Sebrae, mais de 85% dos pequenos negócios enfrentaram queda no faturamento devido às medidas de isolamento no País. E com a minha empresa de consultoria não foi diferente.

2- Quais são as perspectivas do senhor e da sua empresa?

– Como todo empreendedor, o negócio agora é sair da sobrevivência e descobrir como continuar vendendo seus serviços. A internet é uma saída. A estratégia é descobrir quais são as novas necessidades que surgem em tempos de pandemia, que ainda deverá permanecer pelo menos por mais um semestre de 2021.

 Agora, o novo desafio é preservar as conquistas obtidas para fazer frente ao cenário que está por acontecer, no qual pairam preocupações que vão desde o câmbio, a pressão inflacionária até o risco da falta de insumos.

3- Se o senhor fosse consultado, quais as recomendações e sugestões que faria para o Governo, neste ano que está prestes a iniciar?

O grande desafio é preservar as conquistas obtidas para fazer frente ao cenário que está por vir, pois pairam preocupações que vão desde o câmbio, a pressão inflacionária, o risco da falta de insumos, e até mesmo da retomada da Pandemia.

A incerteza é o que mais preocupa. Enquanto não soubermos quando a normalidade se reestabelecerá, não há como calcular o tamanho do impacto. É nesta hora que o empreendedor precisará saber como usar recursos e a criatividade. A dica é investir no universo on-line. A digitalização da economia já permitiu que pessoas sem vínculo empregatício conseguissem algum tipo de renda. Recomendaria ao Governo que envidasse esforços para retomar as rédeas de controle desta pandemia, que ficaram nas mãos de Governadores e Municípios por decisão judicial, tarefa que deveria ser do Governo Federal desde o início.

Para finalizar, gostaria de registrar as palavras do fundador e presidente do Grupo Empreenda, que provoca os líderes empresariais em três ondas comportamentais:  A fase de resposta aos problemas que surgiram com a pandemia. Momento de tomar as providências cabíveis para proteger o negócio e a comunidade, por exemplo, a adoção ao home office. O foco maior é com a saúde e a segurança.

 Foram e estão ainda sendo implementadas estruturas para a gerenciar a crise. Questões de aspectos legais, tributários, financeiros e comunicacionais deverão ser abordados pelos Comitês. As ações devem refletir em benefícios não só para empresa, mas também para os clientes e a comunidade.

 A etapa de análise. O empresário deve observar quais foram os lucros e os prejuízos e, principalmente, saber aproveitar as novas oportunidades. É importante se questionar se vale a pena continuar com aquele serviço aplicado durante o isolamento, como o delivery. A primeira e a segunda onda acontecem por uma questão de sobrevivência. A terceira é o futuro.

 

 

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