Amazul desenvolve tecnologias e equipamentos nucleares usados em nosso submarino, alimentos e na medicina

FONTE PETRONOTÍCIAS – Matéria publicada em 02 de dezembro de 2020

O Programa Nuclear Brasileiro dará um grande salto pelas bases que estão sendo construídas neste momento pela Amazul.

O aumento do conhecimento e o domínio da tecnologia para produção de energia já é uma realidade que pode ser vista na competência dos profissionais que trabalham para a Eletronuclear nas duas usinas já existentes em Angra dos Reis e a que está se desenhando no Projeto de conclusão de Angra 3. Nesse mundo nuclear nacional, a Amazul tornou-se uma companhia que tornou-se mais do que estratégica. Hoje ela é fundamental para o aprimoramento dos conhecimentos e avanços da energia nuclear.

É ela quem desenvolve a tecnologia do reator que vai ser usado como propulsor em nosso submarino nuclear brasileiro que está tendo seu projeto desenvolvido. É lá também que está sendo desenvolvido o primeiro Reator Multipropósito Brasileiro (RMB), que será fundamental para a independência da produção de radioisótopos para produção de radiofármacos usados pela medicina nuclear. Além de tecnologias que o brasileiro pouco sabe, como o uso da energia nuclear em nossa agricultura e em nossos alimentos. Por isso, convidamos o Presidente da Amazul, Almirante Antônio Carlos Soares Guerreiro, para participar do Projeto Perspectivas 2021:

1- Como o senhor e a sua empresa enfrentaram os desafios de 2020, com a Pandemia apanhando a economia brasileira em pleno voo de subida?

– A pandemia da Covid-19 de fato afetou as empresas e a economia como um todo e a Amazul não poderia deixar de sentir os impactos do isolamento social.

A nossa prioridade foi sempre proteger saúde e garantir a segurança de nossos empregados. No primeiro momento, adotamos o teletrabalho, o que permitiu dar continuidade aos nossos projetos e atender às necessidades de nossos clientes de forma satisfatória. Com o retorno ao trabalho presencial, já recuperamos o ritmo de nossas atividades e negócios. 

2- Quais são as perspectivas do senhor e de sua empresa para 2021?

– As perspectivas para 2021 são otimistas. A Amazul é uma empresa que desenvolve tecnologias nucleares para o Programa Nuclear da Marinha (PNM), o Programa de Desenvolvimento de Submarinos (PROSUB) e o Programa Nuclear Brasileiro (PNB). O governo tem sinalizado que a energia nuclear é uma de suas prioridades como política pública e isso tem contribuído para o bom andamento dos empreendimentos de que a Amazul participa.

 

Dentro do PNM, atuamos no desenvolvimento do protótipo do reator 100% nacional que está sendo montado em Aramar e vai equipar o futuro submarino com propulsão nuclear. Em parceria com a Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN) e a argentina Invap, estamos concluindo o projeto detalhado do Reator Multipropósito Brasileiro, que tem como um de seus principais objetivos produzir radioisótopos para os radiofármacos utilizados para a prevenção, diagnóstico e tratamento de doenças crônicas como o câncer. O RMB também se destina à pesquisa e à produção de elementos que poderão ser usados em testes de materiais, na agricultura, na indústria e na proteção do meio ambiente.

Em 2021, a Amazul vai unir esforços com outros atores, como o Ministério da Agricultura, Pecuária, e Abastecimento, para a instalação de centros de irradiação no Brasil visando à utilização das tecnologias nucleares na esterilização de alimentos. Para isso, buscaremos no mercado internacional fornecedores de equipamentos e sistemas de irradiação que deverão atender às necessidades de cada setor. Para se ter   uma ideia do mercado potencial desses centros de irradiação, basta lembrar que o agronegócio é responsável por 21,4% do PIB e 43% do valor total das exportações, em 2019.   Hoje, o Brasil é o terceiro maior produtor de frutas e exporta apenas cerca de 3% da sua produção. A mesma tecnologia pode ser usada em outros setores, como os de cosméticos, material médico, acervos históricos, obras de arte etc.

Em 2021, vamos intensificar nossas parcerias com a Eletronuclear, no projeto de expansão da vida útil de Angra I.  Com as Indústrias Nucleares do Brasil (INB), em projetos para aumentar a oferta de combustível nuclear e com o Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares (IPEN), no programa de modernização da Central de Radiofarmácia, que produz radiofármacos para todo o Brasil. A Amazul estará capacitada, também, para participar da retomada das obras de Angra III. De fato, 2021 será um ano de grandes realizações para a Amazul.

3- Se o senhor fosse consultado, quais as recomendações e sugestões que faria para o governo neste novo ano que está prestes a iniciar?

– Acho que o governo está ciente de que os principais desafios são retomar o crescimento da economia, incentivar mais investimentos, manter o controle das contas públicas, melhorar a situação geral da população e trabalha nesse sentido.

 

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