Petrobrás teve prejuízo de R$ 2,7 bilhões no segundo trimestre

FONTE PETRONOTÍCIAS – Matéria publicada em 30 de julho de 2020

A Petrobrás amargou novamente um prejuízo em 2020.

Desta vez, as perdas da companhia somaram R$ 2,7 bilhões durante o segundo trimestre do ano. Apesar do resultado no vermelho, o número reflete uma considerável melhora na comparação com o primeiro trimestre, quando a petroleira apurou um prejuízo de R$ 48,5 bilhões.

O desempenho financeiro da Petrobrás poderia ter sido ainda pior, mas dois fatores seguraram a companhia de levar um tombo mais severo. O primeiro deles foi a ausência de impairments no trimestre. E, em segundo, uma decisão judicial favorável trouxe um ganho proveniente da exclusão do ICMS da base de cálculo do PIS/COFINS, trazendo um efeito positivo de R$ 10,9 bilhões. “Excluindo esses fatores, o resultado teria sido pior devido aos impactos da COVID-19 em nossas operações, com reflexo nos preços, margens e volumes”, declarou a estatal.

A companhia se viu obrigada a interromper sua desalavancagem, e a dívida total encerrou o final de junho em US$ 91,2 bilhões, uma alta de US$ 4 bilhões na comparação com o final de 2019. “Contudo, a dívida líquida decresceu US$ 8 bilhões no primeiro semestre do ano, evidenciando que não houve queima de caixa. O fluxo de caixa operacional foi forte o suficiente para aumentar o nosso caixa”, escreveu o presidente da Petrobrás, Roberto Castello Branco, em comunicado para o mercado.

O EBITDA Ajustado da Petrobrás entre abril e junho caiu 33% quando comparado ao trimestre anterior, atingindo R$ 25 bilhões. Segundo a empresa, além da queda de 29% no Brent em reais, a alta volatilidade do setor de óleo e gás e a diminuição da demanda global reduziram as margens de óleo e derivados. “Também contribuíram para esse resultado despesas relacionadas ao provisionamento dos planos de demissão voluntárias (R$ 4,8 bilhões) e despesas com hedge (R$ 2,7 bilhões)”, completou a estatal.

 

 

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