Porto de Santos: cargas não saem e ‘situação se aproxima do caos’

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Porto de Santos: cargas não saem e ‘situação se aproxima do caos’

FONTE PORTOS E NAVIOS – Matéria publicada em 24 de maio de 2018

As operações de recepção e entrega de mercadorias nos terminais do Porto de Santos, o maior da América Latina, continuam afetadas nesta quinta-feira (24) pelo protesto dos caminhoneiros, contrários ao aumento do preço do óleo diesel.

Segundo Célia Regina de Souza, assessora de imprensa da administração portuária, a situação é semelhante à dos três últimos dias: “Não chegam caminhões no porto e nem saem, tanto pela margem do Guarujá como na margem de Santos. A única carga que chega é por ferrovia e dutovia”, explica. O bloqueio das vias é confirmado pela Ecovias — que administra o Sistema Anchieta-Imigrantes.

O Sopesp (Sindicato dos Operadores Portuários do Estado de São Paulo), em nota, se diz preocupado com a continuidade da greve dos caminhoneiros: “Com o travamento dos acessos rodoviários, os terminais estão impedidos de receber ou expedir cargas. A situação se aproxima do caos logístico. Se continuar a paralisação os prejuízos serão irreparáveis a todos os envolvidos na cadeia logística e à economia do país”.

A assessora do Porto de Santos completa que as operações de embarque e descarga das mercadorias nos navios propriamente ditos ocorrem, por enquanto, dentro da normalidade — já que os terminais portuários contam com algum estoque em armazéns e nos pátios. “Os mais afetados são os pátios para armazenagens de contêineres de importação e exportação. Esses contêineres que não estão sendo retirados pelos caminhões acabam ficando nos pátios e começam a ocupar espaço, causando alguns transtornos na operação. Os pátios estão mais cheios e a movimentação fica mais difícil”.

De acordo com Célia, devem ser complicadas as exportações e importações envolvendo cargas de alto valor agregado — que costumam ser transportadas em contêineres. “São produtos como carnes, café, medicamentos, frutas congeladas e eletroeletrônicos, que recebem um tratamento mais especial.”

O Sindicato dos Operadores Portuários de SP conclui que, no dia 22 de maio, esteve com o governador Márcio França solicitando que fossem tomadas providências junto ao Governo Federal para solucionar o problema: “Da mesma forma, o Sopesp apela à Autoridade Portuária no sentido de que garanta ao menos as operações básicas nos terminais, em especial no fornecimento de combustível, com o uso de escolta, para evitar a interrupção das atividades internas dos operadores”.

Fonte: r7

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