DEPOIS DE RETIRAR TODOS OS CONTÊINERES QUE CAÍRAM NO PORTO DE SANTOS, LOG-IN PODE SER MULTADA

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DEPOIS DE RETIRAR TODOS OS CONTÊINERES QUE CAÍRAM NO PORTO DE SANTOS, LOG-IN PODE SER MULTADA

FONTE PETRONOTÍCIAS – Matéria publicada em 28 de março de 2018

Depois de sete meses, ufa!  terminaram os trabalhos de retirada dos contêineres que caíram do navio Log-in Pantanal, em agosto do ano passado, no Porto de Santos.

A Log-In conseguiu fazer a remoção dos últimos 18 contêineres.  Agora, será iniciada uma terceira etapa, que inclui a definição da multa que será aplicada à empresa, assim como as exigências que deverão ser cumpridas nos próximos anos.  Dos 46 contêineres que caíram da embarcação, oito foram saqueados. A maior parte dos contêineres foi resgatada pela armadora na região próxima ao local do acidente, na Barra de Santos. Mas alguns trabalhos também se concentraram na Baía de São Vicente, nas proximidades da Garganta do Diabo. No auto de infração, o Ibama se baseará na poluição ambiental causada pelo acidente. Além da multa, também serão definidas uma série de exigências.

Para lembrar, na madrugada de 11 de agosto, após concluir uma operação no cais santista, o Log-In Pantanal aguardava na Barra de Santos, a quatro quilômetros da costa, por uma nova janela de atracação. O navio retornaria ao complexo para outro carregamento. Mas a queda dos 46 contêineres atrasou seus planos. Aparelhos de ar-condicionado, mochilas e pneus estavam entre as cargas armazenadas nos contêineres e apareceram flutuando na região. Alguns compartimentos se romperam e parte dos produtos se espalhou. A Log-In apontou o forte mau tempo, com ondas de 3,5 a 4,5 metros de altura como a causa do acidente.

No total, as operações de resgate dos contêineres aconteceram em duas etapas. Na primeira, foram usados cabos de aço, que não conseguiram remover as caixas metálicas. Depois, houve a contratação de técnicos norte-americanos, que trouxeram aparelhos mais modernos. Com esses aparelhos, eles mapearam o fundo do mar e delimitaram os pontos onde as buscas pelas caixas metálicas são concentradas. Mas, mesmo com todos esses esforços, 28 contêineres se perderam no fundo do mar.  Várias ações serão tomadas no porto:  dragagem, obras no mar para reparar as mudanças climáticas e todos os efeitos que elas causam. As exigências serão definidas em parceria com a Capitania dos Portos de São Paulo (CPSP). Por enquanto, o que se sabe é que serão necessários o monitoramento e o atendimento, que inclui a retirada e a remoção, de qualquer ocorrência relacionada aos contêineres submersos.

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