VENDA NA PARTICIPAÇÃO NO CAMPO DE CARCARÁ REFORÇOU O CAIXA DA QGEP E EQUILÍBRIO NA COMPANHIA

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VENDA NA PARTICIPAÇÃO NO CAMPO DE CARCARÁ REFORÇOU O CAIXA DA QGEP E EQUILÍBRIO NA COMPANHIA

FONTE PETRONOTÍCIAS – Matéria publicada em 09 de março de 2018

A venda da participação no Campo de Carcará para norueguesa Statoil, no pré-sal da Bacia de Santos, proporcionou um resultado muito positivo para a Queiroz Galvão Exploração e Produção (QGEP) em 2017.

A empresa  fechou o ano com lucro recorde de R$ 357,4 milhões, mais que o dobro do apurado no ano anterior. O resultado do quarto trimestre, quando houve a primeira parte do pagamento pelo negócio, também foi recorde, de R$ 193 milhões mais que o triplo do obtido em igual período de 2016. Em julho de 2017, a QGEP assinou a venda de sua fatia de 10% no bloco BM-S-8, na Bacia de Santos, onde está Carcará, por US$ 379 milhões. O pagamento da primeira parcela, de 50%, porém, foi feito apenas em novembro, quando a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) aprovou a transferência. A QGEP ganhou fôlego e fechou o ano passado com caixa em torno de R$ 2 bilhões O restante será pago em duas parcelas, sendo uma (de 12%) após a outorga do contrato de partilha da área adjacente do bloco, que ocorreu em fevereiro, e outra (de 38%), depois da assinatura do acordo de individualização de produção ou unitização da área. Com o negócio, a Statoil passou a deter 76% do bloco. Os outros sócios são Petrogal (14%) e Barra Energia (10%).

Com relação aos compromissos futuros, a QGEP planeja investir US$ 70 milhões em 2018, sendo US$ 48 milhões no campo de Atlanta, no bloco BS-4, na Bacia de Campos, que entrará em operação entre o fim de março e início de abril, e US$ 17 milhões em exploração. Para 2019, a previsão é investir US$ 46 milhões, dos quais US$ 30 milhões em Atlanta e US$ 11 milhões em exploração no bloco BM-CAL-12, na Bacia de Camamu-Almada. O início da produção no campo de Atlanta marcará o primeiro óleo da QGEP como operadora, a partir de um sistema de produção antecipada, por meio de um navio-plataforma. A expectativa inicial da empresa é produzir 20 mil barris diários, através de dois poços, com a possibilidade de perfurar um terceiro poço no fim do ano, ampliando a produção para 30 mil barris diários. A companhia deverá decidir sobre o modelo do sistema definitivo de produção no campo em 2019. A QGEP é operadora em Atlanta, com 30% da área. Os demais sócios são a Barra Energia (30%) e a Dommo Energia (antiga OGX, 40%). A QGEP está inscrita na  15ª Rodada da ANP, marcada para 29 deste mês, mas não revela a as estratégia. Após o leilão, deve colocar à venda participações em dois blocos, nas bacias da Foz do Amazonas e de Pará-Maranhão. A ideia é buscar sócios para a exploração.

 

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