Repsol Sinopec se consolida no mercado de energia brasileiro

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Repsol Sinopec se consolida no mercado de energia brasileiro

FONTE PORTOS E NAVIOS – Matéria publicada em 13 de novembro de 2017

Com produção média próxima aos 100 mil barris de óleo equivalente (boe) por dia, a Repsol Sinopec Brasil completa vinte anos de atuação no país com posição consolidada como uma das maiores empresas de petróleo e gás do mercado brasileiro. E a meta é seguir apostando no Brasil.

Prova disso é que a empresa participou de forma destacada no leilão do pré-sal, no final do mês passado. A Repsol Sinopec, junto com a Petrobras e Shell, arrematou a área do Entorno de Sapinhoá, na Bacia de Santos, o bloco com o maior ágio do leilão.

– Participamos do leilão integrando o consórcio que já é operador de Sapinhoá. Esta conquista está dentro do planejamento estratégico de investir no país, buscando a eficiência na gestão de nossos ativos – destaca o CEO da Repsol Sinopec Brasil, Leonardo Junqueira. Ele ainda ressalta que a empresa, com grandes investimentos no Brasil, tem carteira equilibrada entre ativos em produção, desenvolvimento e exploração.

Pioneira na exploração do pré-sal, com uma das maiores descobertas de gás natural do país, o campo Pão de Açúcar, na Bacia de Campos, a empresa tem operações também nas bacias de Santos e Espírito Santo. Os investimentos incluem três campos produtivos – Albacora Leste, Sapinhoá e Lapa – além de blocos em desenvolvimento.

O capital empregado pela Repsol Sinopec no Brasil nos últimos vinte anos foi de cerca de US$ 9 bilhões, sem contar com outros investimentos históricos em downstream. Hoje, focado em upstream (exploração e produção), o Brasil tem posição estratégica no grupo espanhol Repsol, seu principal acionista. Dois projetos localizados no país estão entre os principais do grupo: o bloco BM-C-33, com as descobertas de Pão de Açúcar, Seat e Gávea, realizadas quando a companhia era operadora do consórcio – e a descoberta de Sagitário, ainda em fase de avaliação, na Bacia de Santos. A produção brasileira de óleo e gás corresponde a cerca de 7% da produção total do grupo, que atua em mais de 35 países no mundo.

Presente em mais de 35 países, a Repsol Sinopec completa 20 anos de Brasil – Fernando Mederos

Para os próximos anos, a empresa aposta principalmente no mercado de gás natural, considerando as previsões de aumento da demanda do combustível para geração de energia.

– O gás natural tem papel significativo para a diversificação da matriz energética brasileira e é chave para a transição para uma economia de baixo carbono – destaca Junqueira.

O grupo Repsol tem reconhecida experiência internacional e expertise nesse setor, com o gás natural representando 65% de sua produção total – atualmente é o maior exportador de gás da Bolívia.

– Em 2018, vamos trabalhar na consolidação de nossos ativos no país, principalmente no desenvolvimento do campo de Lapa e na preparação para o desenvolvimento de Pão de Açúcar – adianta o CEO, que tem participado das discussões para a definição de aspectos regulatórios no setor de gás natural no Brasil.

A companhia já conta com uma produção significativa de gás natural no país. Além disso, a empresa conta com o projeto Pão de Açúcar (em parceria com a Petrobras e a Statoil), com produção prevista para os próximos anos e potencial para suprir aproximadamente metade da capacidade do Gasbol (30 milhões de m³/d) por muitos anos.

Além do compromisso com o país em diversos projetos de responsabilidade social como o Programa itinerante Plataforma Educativa – que há nove anos promove a capacitação profissional de pescadores e a parceria histórica de doze anos com a Fundação SOS Mata Atlântica – para a recuperação e proteção do bioma; a empresa também vem investindo na área de Pesquisa e Desenvolvimento superando o valor de 100 milhões de reais ao longo dessas duas décadas.

– O marco dos 20 anos demonstra o nosso compromisso com o país. Conquistamos um portfólio sólido que permite uma geração de valor sustentável nos próximos anos. Acreditar no país e em suas instituições, na parceria histórica que construímos com a Petrobras, além de prezar pela segurança e pelo desenvolvimento profissional dos nossos colaboradores foi decisivo para o nosso sucesso. – destaca Leonardo Junqueira.

 

Fonte: O Globo

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