CONSÓRCIO AVALIA COLUNA DE ÓLEO DE CARCARÁ EM 530 METROS E PREVÊ PERFURAR POÇO EM ÁREA PARALELA EM 2017

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CONSÓRCIO AVALIA COLUNA DE ÓLEO DE CARCARÁ EM 530 METROS E PREVÊ PERFURAR POÇO EM ÁREA PARALELA EM 2017

FONTE PETRONOTÍCIAS – 11 de agosto de 2016

A exploração do bloco BM-S-8, que acaba de ter seu controle repassado pela Petrobrás para a Statoil, sofreu alguns adiamentos, mas já tem uma nova área delimitada para o início de perfurações em 2017.

Trata-se do prospecto Guanxuma localizado 30 km a sudoeste de Carcará, que terá seu primeiro poço perfurado no ano que vem. A realização de testes em Carcará Noroeste também ficou para 2017.

A expectativa em torno desse bloco é muito grande no mercado e a venda dos 66% de participação da Petrobrás para a Statoil ainda vem gerando polêmica no país, inclusive com ameaças de processos por opositores ao processo de desinvestimento. Um dos fatores mais relevantes para a controvérsia são os dados obtidos até hoje em relação ao prospecto de Carcará, onde o consórcio operador estima haver uma coluna de petróleo de “pelo menos 530 metros”, segundo informa o relatório de resultados da sócia do bloco Queiroz Galvão Exploração e Produção, onde também consta a previsão dos novos poços.

Para se ter ideia, o campo de Marlim, um dos maiores campos de petróleo do Brasil, tem uma coluna de óleo avaliada entre 100 e 120 metros. Na época dos primeiros resultados de Carcará divulgados, o então diretor de exploração e produção da Petrobrás, José Miranda Formigli, chegou a ponderar sobre as comparações das duas áreas:

“Marlim tem 100 a 120 metros, mas precisamos lembrar que uma coluna de petróleo tem três dimensões. E especificamente no caso de Marlim temos um ‘espraiamento’ (alongamento do campo) sensacional. Por isso Marlim é o que é. Mas sem dúvida que Carcará é algo muito grande”, afirmou Formigli em agosto de 2012.

O óleo descoberto em Carcará, que já conta com a perfuração de três poços e testes de formação, foi considerado de alta qualidade, com 31° API e ausência de contaminantes, sendo que não foi identificado contato óleo-água até o momento nas perfurações. O poço de Carcará Norte obteve os mesmos resultados e agora os testes de Carcará Noroeste são esperados para o próximo ano, juntos com o primeiro poço de Guanxuma.

O atual presidente da Petrobrás, Pedro Parente, tentou minimizar as contrariedades em relação à venda do campo, que foi acordada em US$ 2,5 bilhões, afirmando que Carcará teria “caraterísticas que não são interessantes” para a companhia, por conta de maiores desafios técnicos e custos mais elevados de extração, o que demandaria investimentos de US$ 12 bilhões a US$ 13 bilhões nos próximos cinco a dez anos, nas contas do executivo.

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