PRESSÃO DO GREENPEACE FAZ IBAMA NÃO CONCEDER LICENÇA PARA EXPLORAÇÃO DE PETRÓLEO NA FOZ DO AMAZONAS

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PRESSÃO DO GREENPEACE FAZ IBAMA NÃO CONCEDER LICENÇA PARA EXPLORAÇÃO DE PETRÓLEO NA FOZ DO AMAZONAS

Images of the Amazon Reef taken from a submarine launched from the MY Esperanza. The Greenpeace ship is currently in the region of the Amazon river mouth, Amapá State, for the “Defend the Amazon Reef” campaign. A team of experts are onboard, including the scientist from the Federal University of Rio de Janeiro, Fabiano Thompson and Kenneth Jozeph Lowick, from Greenpeace Belgium. Thompson led the group of scientists who discovered the coral reef at the mouth of the Amazon River. Imagens captadas do submarino dos Corais da Amazônia. Neste sábado, 28 de janeiro, o submarino foi lançado do navio Esperanza com o cientista da Universidade Federal do Rio de Janeiro Fabiano Thompson e Kenneth Jozeph Lowick, do Greenpeace da Bégica. Thompson liderou o grupo de cientistas que descobriu o recife de corais na foz do rio Amazonas. O lançamento do submarino envolveu grande parte da tripulação do navio. Esperanza, um dos três navios do Greenpeace, está na região da foz do rio Amazonas, no Amapá, para a campanha “Defenda os Corais da Amazônia. O objetivo é observar debaixo d’água, pela primeira vez, os recifes de corais.

FONTE PETRONOTÍCIAS – Matéria publicada em 29 de agosto de 2017

O Greenpeace venceu a primeira batalha e fez com que o Ibama negasse a emissão de licença ambiental solicitada pela multinacional francesa do petróleo Total para perfurar e explorar petróleo na foz do Rio Amazonas.

Após analisar parecer técnico do órgão federal sobre o pedido, a presidente do Ibama, Suely Araújo, confirmou que há uma série de pendências na solicitação e que, por isso, não há condições de aprovar o requerimento. A região é de extrema complexidade ambiental.

A bandeira de combate do Greenpeace contra a exploração de petróleo no local foi levantada há alguns meses e noticiada aqui pelo Petronotícias. Segundo o Ibama, a Total deixou de apresentar dados detalhados de itens como medidas mitigadoras ou indicadores relacionados à interferência com mamíferos aquáticos e tartarugas, além de parâmetros que possam ser utilizados para o monitoramento do impacto. Há pendências sobre a atuação da empresa em casos de vazamentos, além de falta de esclarecimentos sobre a modelagem de dispersão de óleo. Há ainda um vazio quanto às tratativas internacionais relacionadas aos potenciais riscos entre fronteiras no licenciamento da perfuração marítima e a interlocução com Guiana Francesa, Suriname, Guiana e Venezuela, além de alguns arquipélagos caribenhos.

Suely Araújo disse que “Esses pontos são considerados cruciais para subsidiar a decisão sobre a licença ambiental em tela. A modelagem de dispersão de óleo, por exemplo, não pode deixar qualquer dúvida sobre os possíveis impactos no banco de corais e na biodiversidade marinha de forma mais ampla”.

Para o Ministério Público do Amapá, a licença pedida pela empresa francesa não levou em consideração o importante ecossistema existente no recife de corais da foz do rio Amazonas:

“A exploração em área próxima, sem o estudo de impacto ambiental adequado, pode trazer prejuízos irreparáveis a este bioma único e pouco conhecido”. O Ibama alerta ainda que, como já realizou três reiterações do pedido de complementação do estudo ambiental à empresa, caso as pendências continuem sem solução, o processo de licenciamento será arquivado.

 

 

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