IBAMA TERÁ QUE DECIDIR SE LIBERA A ÁREA DA FOZ DO AMAZONAS PARA A TOTAL EXPLORAR PETRÓLEO NA REGIÃO

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IBAMA TERÁ QUE DECIDIR SE LIBERA A ÁREA DA FOZ DO AMAZONAS PARA A TOTAL EXPLORAR PETRÓLEO NA REGIÃO

FONTE PETRONOTÍCIAS – Matéria publicada em 26 de abril de 2018

A exploração de petróleo na Foz do Amazonas está cada vez mais ameaçada de não realizar e talvez a Total tenha que devolver a área para a ANP. Tudo vai depender do  desenrolar do problema.

Para ter liberado a área para venda, a ANP teve que ter a autorização do IBAMA, que agora quer proibir a exploração pelos estudos realizados pelo Greenpeace.    A revista científica Frontiers in Marine Science, confirma que os Corais da Amazônia são quase seis vezes maior do que inicialmente estimado, compreendendo uma área de 56.000 km2. Além disso, eles formam um corredor de biodiversidade entre o oceano Atlântico e o mar do Caribe, com espécies de fauna de ambas as regiões. As informações são resultado da expedição realizada no ano passado pelo Greenpeace e por cientistas.

Na expedição científica que está realizando este ano, o Greenpeace captou imagens inéditas do setor norte dos Corais da Amazônia, a 135 quilômetros da costa do Oiapoque, no Amapá, e a 90 metros de profundidade. O mergulho de 1h30 de duração foi realizado com um veículo remotamente operado (ROV, na sigla em inglês) e revelou uma boa amostra da biodiversidade que marca este ecossistema único: peixes, corais-negro, corais-mole e uma rica variedade de esponjas. O setor norte do recife é o local que recebe a maior influência das águas repletas de sedimentos do rio Amazonas e o menos estudado pelos cientistas, devido às fortes correntes marinhas na região. Também é a área mais ameaçada, pois nas suas proximidades estão os blocos que as petrolíferas querem explorar. “As imagens confirmam o que a ciência e nós vimos afirmando: os Corais da Amazônia são um ecossistema incrível, especial, que deve ser defendido da ganância das petrolíferas que querem perfurar na região”, afirma Thiago Almeida, especialista em Energia do Greenpeace Brasil, a bordo do navio de pesquisa Esperanza.

Após a revelação pelo Greenpeace de que o recife de corais se estende até um dos blocos de exploração da empresa Total, o Ministério Público Federal no Amapá recomendou ao Ibama que negue a licença para a empresa. Em seu documento, o MPF alega que perfurar a área pode “resultar na destruição em larga escala do meio ambiente, configurando ecocídio, um   crime contra a humanidade sujeito à jurisdição do Tribunal Penal Internacional”. A Total está fazendo novas gestões junto a ANP e ao IBAMA.

 

 

 

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