GREENPEACE COMEMORA SUSPENSÃO, MESMO QUE TEMPORÁRIA, DA EXPLORAÇÃO DE PETRÓLEO NA FOZ DO AMAZONAS

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GREENPEACE COMEMORA SUSPENSÃO, MESMO QUE TEMPORÁRIA, DA EXPLORAÇÃO DE PETRÓLEO NA FOZ DO AMAZONAS

FONTE PETRONOTÍCIAS – Matéria publicada em 13 de novembro de 2017

O Greenpeace está comemorando a decisão do  Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) de retirar os  blocos de exploração na bacia da foz do Amazonas da 15ª Rodada de Licitação de Petróleo e Gás, que acontece em 2018.

A oferta de blocos foi postergada para 2019 devido à demora no processo de licenciamento ambiental pelas empresas do setor. Mas os ambientalistas não estão muito satisfeitos porque tanto a Total quanto a BP  ainda não apresentaram  estudos de impacto ambiental adequados para justificar a viabilidade de seus projetos de exploração na região. Ao longo deste ano, o Greenpeace expôs os riscos associados a projetos de petróleo na região, juntamente com a comunidade científica, comunidades locais e o Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis). A decisão do CNPE impede, pelo menos por mais um ano, que novas empresas busquem explorar petróleo na região da foz do Amazonas.

Em 29 de agosto deste ano, o Estudo de Impacto Ambiental (EIA) da francesa Total foi rejeitado pelo Ibama devido a preocupações relacionadas aos riscos e possíveis impactos de um derramamento de óleo nos corais, em espécies ameaçadas de extinção ou ainda nem descobertas que  habitam na região,  em países próximos, e em comunidades.  A Total e a BP admitiram em seus estudos que há até 30 % de chances de que o petróleo atinja o recife de corais em caso de derramamento de óleo. A Total ainda tem uma última chance para obter a licença com a apresentação de um novo estudo de impacto.

Pedro Telles (foto), especialista do Greenpeace em Mudanças Climáticas, disse que “Depois de rejeitar o pedido da Total para perfurar perto dos Corais da Amazônia, mais uma vez o governo brasileiro diz não ao petróleo na região, retirando blocos de sua próxima rodada de licitação de petróleo. É hora da Total e da BP renunciarem definitivamente aos seus planos e deixarem os Corais da Amazônia em paz”.

 

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