Brasil é o país que mais realiza mistura na gasolina, mostra estudo

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Brasil é o país que mais realiza mistura na gasolina, mostra estudo

FONTE TN PETRÓLEO – Matéria publicada em 23 de janeiro de 2018

Levantamento divulgado pelo portal BiofuelDigest, um dos maiores do mundo do setor de biocombustíveis, mostra que o Brasil é o país que mais adiciona combustíveis renováveis, como etanol e biodiesel, aos fósseis, como a gasolina.

Conforme determinado pelo Ministério da Agricultura, desde 2015, o nível de etanol anidro na gasolina comum é de 27%, o que faz do país o `campeão´ nesse uso. País vizinho, o Paraguai é o segundo na lista, com 25% de mistura. Isso representa 10 pontos percentuais a mais do permitido nos Estados Unidos (15%), terceiro colocado.

A solução é benéfica para o meio ambiente, garante o diretor executivo da União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica), Eduardo Leão de Sousa. “O etanol, um produto barato, produzido em larga escala e sustentável, é o único combustível líquido capaz de emitir até 90% menos CO2 em relação à gasolina”, ressalta. Segundo o especialista, a adição de etanol à gasolina é uma forma eficiente para reduzir a dependência dos derivados de petróleo.

A lista é seguida por Argentina (12%), Uruguai (10%), Colômbia (10%), Bolívia (10%), Peru (7,8%), Panamá (10%), Jamaica (10%), Costa Rica (7%), Chile (5%), México (5,8%) e Canadá (5%).

Tendência de aumento

O Brasil deve aumentar ainda mais o uso de biocombustíveis, devido à Política Nacional de Biocombustíveis (RenovaBio), aprovada pelo presidente Michel Temer. O projeto de lei (PL 7863/2017) prevê metas de redução de emissão de gases pelos combustíveis, o que inclui a adição de etanol anidro à gasolina em, no mínimo, 30%´até 2022 e em até 40% até 2020.

Segundo o estudo da BiofuelDigest, a Argentina e o Paraguai pretendem anunciar o plano E26, ou seja, o uso de 26% de biocombustível. O México também avaliar passar de 5,8% para 10% o nível de mistura em parte de seus estados. Além dos países americanos, outras 52 nações da Europa, Ásia, Oceania e África também pretendem adotar políticas de mistura.

Fonte: Gazeta do Povo – Curitiba/PR, 22/01/2018

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