SERGIO MORO SUGERE QUE PETROBRÁS PAGUE PARA QUEM DENUNCIAR COLEGAS. PARENTE PROMETE VIGIAR TODOS EMAILS

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SERGIO MORO SUGERE QUE PETROBRÁS PAGUE PARA QUEM DENUNCIAR COLEGAS. PARENTE PROMETE VIGIAR TODOS EMAILS

FONTE PETRONOTÍCIAS – Matéria publicada em 08 de dezembro de 2017

O Juiz da Operação Lava Jato, Sérgio Moro, quer  Macartismo de volta e que ele seja instaurado na Petrobrás. Na palestra que fez hoje  na Petrobrás, no Dia Internacional de Combate a Corrupção, ele defendeu que a empresa ofereça dinheiro aos funcionários em troca de denúncia de corrupção.  

Outra ideia do magistrado é que uma equipe de sindicância interna acompanhe o modo de vida e patrimônio dos diretores e conselheiros e que tenha uma espécie de investigação e não só um controle de papéis: “Talvez fosse o caso de pensar em incentivos à atuação dos denunciantes, inclusive compensação financeira, desde que apresentada informação verdadeira, relevante, que através dela seja desbaratado esquema de corrupção.” Moro ainda criticou o loteamento político da diretoria da empresa.  Ele acredita que o atual presidente da companhia, Pedro Parente,  possui um currículo reconhecido, mas nada garante que o loteamento político da empresa não voltará a ocorrer.

Já  o Pedro Parente disse que estudará uma forma de tirar os denunciantes da zona de conforto e que buscará fazer um trabalho de inteligência para buscar possíveis enriquecimentos ilícitos de executivos: ” Vamos fazer um acompanhamento em tempo real dos emails dos empregados. Isso pode dar uma ideia que ainda há um problema grande na empresa. É preventivo”.

Sergio Moro disse também que  a Lei das Estatais contribui para coibir a corrupção nas empresas públicas, mas, em sua opinião, as mesmas exigências impostas às empresas devem ser estendidas à administração pública direta, ou seja, ao Executivo e ao Legislativo.”O peixe começa a apodrecer pela cabeça. Não sou especialista em compliance. Um juiz criminal cuida do aspecto patológico da corrupção. Mas é difícil para o sistema de compliance, muitas vezes, identificar os crimes”

 

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