Xi Jinping diz que China não aceita barganha sobre ilhas

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Xi Jinping diz que China não aceita barganha sobre ilhas

FONTE: REVISTA VEJA

O líder chinês, Xi Jinping, disse que a China jamais aceitará barganhas sobre assuntos que considera de interesse territorial e de segurança, no primeiro discurso público desde que foi elevado ao posto de chefe do Partido Comunista (PCC), informou nesta terça-feira o jornal The New York Times. As palavras de Xi são uma clara alusão às ilhas Senkaku/Diaoyu, que o país disputa com o Japão – e que também são cobiçadas por Taiwan. O discurso também dá sinais de como será a política externa chinesa durante o mandato de Xi, que deverá se tornar presidente em março.

“Nós devemos seguir o caminho de desenvolvimento pacífico, mas nunca abandonar ou sacrificar nossos interesses nacionais”, disse Xi. O tom indica que as ilhas fazem parte dos interesses não negociáveis da China, como o movimento pela independência do Tibete.

“Nenhum país estrangeiro deve ter esperanças de que nós vamos barganhar nossos interesses nacionais, ou engolir um fruto amargo que prejudique nossa soberania, segurança e desenvolvimento”, completou.

Japão – Nesta terça-feira, o primeiro-ministro japonês, Shinzo Abe, propôs uma reunião para melhorar as relações com a China, abaladas há vários meses pela disputa territorial das ilhas Senkaku/Diaoyu. “Devemos retomar as relações com a China, começando por uma reunião entre os dois países”, declarou o chefe de governo conservador.

A tensão na disputa pelo arquipélago se intensificou depois que o governo japonês comprou, em outubro do ano passado, três das cinco ilhas – as outras duas já eram controladas pelo estado japonês. A China não aceita a soberania japonesa sobre as ilhas.

A partir da compra, Pequim passou a enviar regularmente barcos, e nos últimos meses aviões, aos arredores das Senkaku. As incursões provocam revolta no Japão.

A proposta de uma reunião representa uma abertura ao diálogo por parte de Abe, considerado um radical no campo diplomático e que afirmou, em várias ocasiões, que a questão de Senkaku não se apresentava e que a soberania do Japão sobre o arquipélago “não era negociável”.

 

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