“Vamos dar conta do recado e fazer o papel da Agência”

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“Vamos dar conta do recado e fazer o papel da Agência”

FONTE: SEGS

Afirmação é do diretor-geral da Antaq, Pedro Brito, que diz estar pronto para assumir a responsabilidade prevista na Lei dos Portos. Ele e o ministro-chefe da Secretaria Especial de Portos confirmaram presença no Fórum que acontece este mês, em Santos 

O diretor-geral da Antaq (Agência Nacional de Transportes Aquaviários) e ex-ministro de Portos, Pedro Brito, é um dos nomes confirmados nas discussões sobre os gargalos e o futuro do complexo portuário de Santos, que acontecerão nos próximos dias 26 e 27, durante a 11ª edição do Santos Export – Fórum Internacional para Expansão do Porto de Santos. Otimista com o andamento do setor e com os investimentos do governo, Brito conversará com empresários e especialistas em um momento considerado por ele com decisivo para o setor.

A participação de Brito acontece logo após o anúncio dos critérios de arrendamento do Porto de Santos e de outros portos do Pará (que agora estão disponíveis para consulta pública). De acordo com o ministro-chefe da Secretaria Especial de Portos (SEP), Leônidas Cristino, que também estará no evento, a licitação para novos arrendamentos nesses seis portos ampliará a capacidade de movimentação em 48 milhões de toneladas por ano, atraindo investimentos estimados em R$ 3 bilhões.

Os arrendamentos são reflexo da recém aprovada Lei dos Portos, que para Brito “é crucial para atrair novos investimentos, reorientar os planejamentos e melhorar a eficiência  do porto e dos terminais”. Para ele, Santos ainda é carente de muitos investimentos. “Os acessos são certamente o principal gargalo, porque hoje o porto depende muito dos caminhões para que a carga chegue e saia dos terminais. Temos que investir muito em ferrovias e hidrovias, já que há um grande potencial hidroviário em torno de Santos para todo tipo de mercadoria”.

Os investimentos em dragagem também são apontados por Brito como “insuficientes” para atender à demanda do porto santista. “Os navios vão continuar crescendo e exigindo mais profundidade, já que os calados são maiores. Temos que continuar investindo em dragagem pois ela dá mais capacidade de movimentação”, aponta e ainda chama a atenção dos arrendatários, que terão que fazer novos esforços e investir em equipamentos, tecnologia e na construção de novos berços para grãos.

Questionado sobre a centralização de decisão nos órgãos federais, Brito é enfático: “A Antaq como agência reguladora tem que estar preparada e se a decisão prevista na Lei foi a de centralizar os arrendamentos e concessões na Antaq, vamos dar conta do recado e fazer o papel da agência. O que pode surgir daqui para frente é a questão do modelo, centralizado, ou não”.

Alternativas – Assim como outros especialistas e analistas que estarão no Santos Export, Pedro Brito acredita que os novos caminhos da fronteira logística são direcionados para o norte do Brasil. “Com os rios e a ferrovia que está sendo concluída, não tenho dúvida que, do ponto de vista de redução dos custos, este será o caminho que vai aliviar o porto de Santos e Paranaguá, tornando-se ponto principal para o escoamento da produção agrícola”, diz.

Mas as novas rotas não devem tirar o que é de Santos. “O porto santista está no centro. Não podemos achar que construindo saídas pelo norte vamos resolver os problemas”, alerta.

Pedro Brito participará da mesa redonda “O setor portuário a partir da Lei 12.815”, marcada para a próxima terça-feira (27), às 16h30. As inscrições para o Santos Export ainda podem ser feitas pelo site www.forumsantosexport.com.br.

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