Sócio pode pagar multa em acidente de petróleo, diz Gabrielli

PF investiga Chevron, após denúncia de uso de areia para conter vazamento Petroleira diz usar métodos aprovados pelo governo para conter vazamento
03/11/2011

Sócio pode pagar multa em acidente de petróleo, diz Gabrielli

 

Gabrielli não quis relevar se a Petrobras terá que pagar o referente à sua participação no campo de Frade, onde ocorreu o acidente da Chevron há duas semanas, mas ressaltou que o diálogo entre os sócios nas empresas de petróleo é permanente.

A estatal é sócia da Chevron no campo de Frade. A empresa já foi multada em R$ 50 milhões pelo Ibama, mas pode ter de pagar até R$ 260 milhões em punições.

“A relação entre operador e não operador tem uma discussão permanente”, disse.

O presidente da Petrobras disse que as regras no Brasil de segurança na área petrolífera são mais rígidas do que as dos Estados Unidos, e que a questão é uma das grandes preocupações da indústria –por isso não vê necessidades de mudanças nas regras do setor no país.

MANCHA

O governo do Rio considera haver, ainda, risco de o óleo que vaza na bacia de Campos chegar à costa. Técnicos do Inea (Instituto Estadual do Ambiente) consideram haver quantidade relevante de óleo em partes mais fundas e que esse material pode se dirigir a praias próximas por meio de correntes marítimas.

A mudança do clima pode contribuir a isso. Segundo o o Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), a alteração na direção dos ventos de leste –contrária à costa– para o sul pode favorecer a aproximação da mancha.

O secretário estadual do Ambiente, Carlos Minc, disse que, como o petróleo que vazou é pesado, pode não subir imediatamente, transformando-se em pelotas que podem ser carregadas para diferentes pontos.

“Em duas semanas a um mês, há o risco de essas bolas de piche aparecerem em praias de Arraial do Cabo, Macaé [ambas no Rio] e em Ubatuba [SP].”

 

 

 

 


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