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Setor de petróleo pede mais agilidade do Governo

A demora na retomada das licitações de áreas para exploração de petróleo está preocupando empresários do setor. Ao fazer um balanço das atividade ao longo de 2011, o presidente do Instituo Brasileiro de Petróleo (BP), João Carlos De Luca, disse que “a 11ª rodada está tecnicamente pronta para ser ofertada. Temos a esperança que saia no ano que vem, uma vez que as áreas ofertadas indicam uma redução”.

Chamou atenção para o fato de que “podemos chegar em 2012 com a menor área de exploração. Isso é ruim para o país e pode gerar um atraso de um ano. Estamos com quatro anos de atraso, sem rodadas”.

 

Expectativa

Após ressaltar que há uma expectativa de que a 11ª rodada de licitação seja aprovada no primeiro trimestre de 2012 e se realize ainda no primeiro semestre, disse que “a rodada já foi autorizada e só falta à sanção presidencial”.

De Luca também ressaltou que IBP está trabalhando em um estudo de conteúdo local, onde se destaca a proposta de liderar um projeto para os contratos já assinados. Para isso, contratou a empresa de consultoria Baim Company, detentora de contrato com autoridades do governo.

 

Conteúdo local

“Isso é importante para o IBP, uma vez que as dificuldades de conteúdo local recaem sobre as empresas. Isso é um movimento da entidade pró-ativo, de elaborar esse estudo para saber, identificar os problemas do setor. O estudo termina no primeiro trimestre de 21012”, informou.

O presidente do IBP explicou que o enfoque final do levantamento é gerar uma proposta, ou seja, de se ter uma política de conteúdo local. “Nunca tivemos uma proposta de conteúdo local para o setor de petróleo”, frisou.

 

Repetro

Também adiantou que outro desafio da entidade para 2012 é o aperfeiçoamento da Repetro (regime aduaneiro especial de exportação e importação de bens destinados à exploração e à produção de petróleo e de gás natural) que, segundo ele, tem algumas disfunções na parte tributária.

“Temos a possibilidade de olhar melhor a Repetro que é fundamental para os investimentos do Brasil”, afirmou o presidente da IBP.

 

Chevron

Outro ponto importante apontado por De Luca, diz respeito à segurança operacional. Com o acidente da Chevron, de acordo com ele, esse tema tem sido rediscutido. “Temos tido diversos fóruns para discutir esse tema, além das ações do IBP com vista à melhoria da prevenção. Temos que melhorar os procedimentos”, disse.

O presidente do IBP disse ainda que a média mundial do volume vazado de hidrocarbonetos tanto no mar como em terra ficou em 6 milhões de toneladas, tirando o ano de 2009, em função do grande vazamento na África e a guerra do Golfo.

Ele frisou ainda que o Brasil está na faixa a baixo de 1 milhão de toneladas, segundo dados da Parceria Governo Open (OGP). De Luca informou ainda que, dos 800 poços perfurados em 2010, 250 no mar, nenhum apresentou grandes problemas de vazamento.

Após informar que a maior parte dos vazamentos ocorreu em terra (onshore), enfatizou que o IBP ETA criou um comitê de emergência operacional em função do recente acidente ocorrido, para atuar como um facilitador do plano de auxílio mútuo. “Estamos estudando uma maneira de estruturá-lo”, finalizou.

 

Fonte: Monitor Mercantil

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