Presidente da Chevron pede desculpas ao povo brasileiro

PF investiga Chevron, após denúncia de uso de areia para conter vazamento Petroleira diz usar métodos aprovados pelo governo para conter vazamento
03/11/2011

Presidente da Chevron pede desculpas ao povo brasileiro

 

O vazamento ocorreu há duas semanas.

Buck afirmou que a prioridade máxima da empresa foi evitar ferimentos e danos a pessoas, depois a proteção ao meio ambiente, com o controle da mancha de óleo no mar. Em seguida, a preocupação foi conter a fonte do vazamento. Segundo ele, o vazamento foi contido em quatro dias, e o fluxo atual é “residual”.

O presidente afirmou que qualquer vazamento é “inaceitável”, mas que o óleo que ainda escapa da superfície do solo marinho da região está depositado nas rochas, e está seguindo seu fluxo.

O vazamento teve início no dia 9 de novembro, segundo Buck, e contido no dia 13. “Nosso intuito é que isso não se repita nem no Brasil nem em outro lugar do mundo. Entendemos a importância, estamos encarando com a maior seriedade essa questão”, afirmou.

A ANP (Agência Nacional do Petróleo) considera que o vazamento começou no dia 8.

Buck afirmou ainda que a empresa tem segurança de que a vida marinha da região não foi atingida. O presidente do Ibama, Curt Trennepohl, disse que ainda é cedo para avaliar os danos à natureza.

 

PRAIAS

O governo do Rio considera haver, ainda, risco de o óleo que vaza na bacia de Campos chegar à costa. Técnicos do Inea (Instituto Estadual do Ambiente) consideram haver quantidade relevante de óleo em partes mais fundas e que esse material pode se dirigir a praias próximas por meio de correntes marítimas.

A mudança do clima pode contribuir a isso. Segundo o o Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), a alteração na direção dos ventos de leste –contrária à costa– para o sul pode favorecer a aproximação da mancha.

O secretário estadual do Ambiente, Carlos Minc, disse que, como o petróleo que vazou é pesado, pode não subir imediatamente, transformando-se em pelotas que podem ser carregadas para diferentes pontos.

“Em duas semanas a um mês, há o risco de essas bolas de piche aparecerem em praias de Arraial do Cabo, Macaé [ambas no Rio] e em Ubatuba [SP].”

 


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