Petroperu quer ter 20% em projeto da Braskem no Peru

Petrobras promete investimento de R$ 300 bi no PAC até 2014 22 de novembro de 2011 • 12h01 • atualizado 12h12
23/11/2011
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27/11/2011

Petroperu quer ter 20% em projeto da Braskem no Peru

Ambas as empresas assinaram um “memorando de entendimento”, já anunciado previamente pelas companhias, para analisar a viabilidade do projeto petroquímico a partir do etano do gás natural da rica reserva Camisea.

O presidente da Petroperu, Humberto Campodónico, disse que o projeto é um dos mais importantes para o desenvolvimento do país e exige o estímulo do Estado para tal.

“Embora não tenhamos ainda uma quantidade específica, foi falado de uma participação de 20 por cento de Petroperu neste projeto, mas ainda é uma estimativa inicial”, afirmou o funcionário.

Campodónico garantiu que o projeto terá como grande vantagem sua posição geográfica estratégica na costa do Pacífico Sul e a capacidade de atender tanto o mercado peruano como o de outros países da região andina.

Contudo, o presidente da petrolífera estatal esclareceu que o verdadeiro ponto de partida da petroquímica começará com o Gasoduto Andino do Sul, que levaria três anos para chegar à costa do país sul-americano.

O vice-presidente-executivo da Braskem Internacional, Luis de Mendonça, afirmou que o projeto petroquímico entraria em operação em seis ou sete anos.

“Estamos falando agora de usar a região das Malvinas (onde está a reserva Camisea) como hub, como um complexo de campos de gás de onde vamos extrair a quantidade suficiente de etano para fazer um projeto de escala mundial”, destacou.

A Petroperu está em processo de expansão e planeja colocar em abril até 20 por cento de suas ações na bolsa de valores de Lima a fim de levantar capital.

A empresa tem planos de voltar a produzir petróleo como as estatais brasileira Petrobras ou a colombiana Ecopetrol, ao passo que continua com um projeto de modernização de sua principal refinaria.

A Petroperu se dedica atualmente apenas ao refinamento, armazenamento e comercialização de petróleo e derivados, e concorre no país com a espanhola Repsol-YPF.

Na década de 1990, a empresa deixou de explorar e extrair petróleo diante da privatização de várias de suas atividades.

(Reportagem de Omar Mariluz)

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