PETROBRÁS FARÁ NOVA DANÇA DAS CADEIRAS TROCANDO GERENTES DE ÁREAS ESTRATÉGICAS

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PETROBRÁS FARÁ NOVA DANÇA DAS CADEIRAS TROCANDO GERENTES DE ÁREAS ESTRATÉGICAS

FONTE PETRONOTÍCIAS – Matéria publicada em 13 de abril de 2018

Pelo menos três das seis gerências executivas da Diretoria Desenvolvimento da Produção & Tecnologia da Petrobrás estarão sob novo comando a partir deste mês. As mudanças serão feitas na Gerência Executiva de Sistemas Submarinos, que passará a ser comandada por Rudimar Lorenzatto, que está atualmente na área de Poços Marítimos.

Outra mudança será no Cenpes (Centro de Pesquisa Leopoldo Américo Miguez de Mello). Lorenzattoconcorre ao cargo como candidato único para substituir Cristina Pinho, que se aposentou em janeiro. Desde a saída da executiva, a área de Sistemas Submarinos vem sendo comandada interinamente por Felipe Matoso. No Cenpes e na área de Poços Marítimos, a disputa envolve três candidatos, mas fontes do Petronotícias indicam que Orlando Ribeiro, que  hoje atua na Gerência Executiva de Libra, e Samuel Miranda, são os nomes mais fortes. Cumprindo o novo protocolo interno da Petrobrás, os candidatos terão ser entrevistados pelo presidente da estatal, Pedro Parente, e posteriormente aprovados pelo Comitê de Indicação, Remuneração e Sucessão, que tem reunião formal agendada para esta sexta-feira 13, e ainda pelo Conselho de Administração.

Se aprovado, Orlando Ribeiro substituirá Joper Cezar de Andrade Filho, que foi afastado do cargo na semana passada. O ex-gerente executivo ocupava o cargo desde março de 2016, nomeado pelo ex-diretor de DP&T, Roberto Moro. Talvez seja essa a razão principal das mudanças promovidas por Parente. A meta da Petrobrás é trazer o Cenpes novamente para o centro das atenções da indústria. Com o desligamento de Joper Andrade Filho, o centro de pesquisa vem sendo comandado interinamente por Oscar Chamberlain. As mudanças marcam as primeiras alterações da gestão de Hugo Repsold na Diretoria de Desenvolvimento da Produção & Tecnologia. O executivo assumiu a área no fim de março, substituindo o ex-diretor Roberto Moro.

Na realidade, Pedro Parente tenta criar a imagem de que está havendo uma evolução na Petrobrás ao constituir novos executivos da empresa. A ideia de Parente cogitando a troca da Diretoria Executiva e seu Staff, incluindo seus Gerentes Gerais e Executivos, guarda relação com processos investigativos em elevado grau evolutivo no âmbito da Lava Jato, contrapondo os estáticos processos investigativos internos que correm na estatal decorrentes, em sua maioria, de denúncias feitas à ouvidoria geral. Muitas dessas denúncias foram hibernadas. Algumas delas feitas pelo Engenheiro aposentado da Petrobrás, João Batista de Assis, que com alguma frequência, faz cobranças à ouvidoria da companhia, alertando sempre ao Petronotícias para a falta de respostas. São denúncias significantes com fundamentos e embasamento documental que foram feitas há pelo menos dois anos e que, até agora, não tiveram um posicionamento da empresa.

Pedro Parente não é um profundo conhecedor da área de petróleo. Ele é um administrador e, por isso, precisa contar com pessoas do segmento ao seu redor. Em dado momento, teve de conviver com pessoas que detinham conhecimento técnico, mas que estavam sendo investigados por suposto envolvimento na Operação Lava Jato, ainda que de forma passiva, pois teriam mantido relações profissionais no passado recente com diretores e gerentes corruptos, já devidamente identificados, processados e condenados. Isso criou uma insegurança para sua atuação. É verdade, no entanto, que ele jamais trouxe a público algum questionamento a esse respeito.

As fontes do Petronotícias indicaram que Parente estaria sendo pressionado pelas informações que recebe da força tarefa que investiga as operações dentro da empresa. Dessa forma, existe pressão externa para tirar as pessoas que possivelmente estão ou estiveram envolvidas em ilícitos, ainda que de forma passiva. Parente estaria, na realidade, sendo pressionado a tirar quem possivelmente atuou diretamente ou de forma passiva em atos ilícitos. Como ele mesmo disse “Estamos trabalhando num plano de sucessão para nossos diretores executivos, levando em conta a necessidade de consolidar a profissionalização da gestão da empresa”. É uma forma de preservação aos profissionais colaboradores mas que, de certa forma, tem demonstrado pouco desempenho. Um exemplo clássico seria o processo de contratação dos risers para o pré sal.

 

 

 

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