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Petrobras fará inspeção na P-58 e na P-63 para avaliar danos

FONTE: REVISTA GRANDES CONTRUÇÕES

A Petrobras informou que irá realizar uma inspeção nas plataformas P-58 e P-63 para analisar a extensão dos danos causados pelo incidente ocorrido na manhã de sábado, por volta das 8h50min, com as duas estruturas

Fonte: Jornal Agora (RS)

A Companhia também constituiu uma comissão de investigação para apurar os fatos e determinar as correções necessárias. Devido ao forte vento registrado na manhã de sábado, no Rio Grande, com rajadas de até 103 quilômetros por hora, as duas plataformas, que estão em processo de montagem no Estaleiro da Quip S/A, localizado na ponta sul do Porto Novo, se desprenderam do cais.

O vento fez com que amarras rebentassem. A P-58 ficou totalmente solta, se afastou do cais e se atravessou no meio do canal de acesso ao Porto Novo. A P-63 teve parte dos cabos de amarração rebentados, foi parcialmente solta e se deslocou um pouco na direção do canal de acesso ao Porto Novo. A popa da primeira acabou encostando (batendo) na proa da P-63. Não houve feridos. No meio da tarde, as duas plataformas já estavam junto ao cais, nos lugares que ocupavam antes do incidente. Em torno de seis rebocadores foram mobilizados na operação de contenção, recondução das plataformas ao cais da Quip S/A e atracação.

Conforme o capitão dos Portos do Rio Grande do Sul, Nilton Seixas dos Santos, a operação toda, incluindo as amarrações das plataformas no cais, terminou às 19h05min de sábado. Sobre avarias nos cascos, a princípio houve apenas arranhões na proa da P-63 e da P-58 (que deve ter encostado com a proa no cais). Uma bomba de incêndio da P-58 caiu na água. Porém, aparentemente, não ocorreram danos graves.

Nilton Seixas dos Santos relatou que a Capitania abriu inquérito para apurar causas do incidente e possíveis responsabilidades. Será verificado, por exemplo, se houve negligência na amarração das plataformas. O encarregado do inquérito tem um prazo de 90 dias para apresentar o relatório ao capitão dos Portos que, se aprová-lo, o encaminhará ao Tribunal Marítimo, ao qual cabe julgar acidentes e fatos da navegação.

O caso também será avaliado pelo Departamento de Segurança do Tráfego Aquaviário, da Capitania dos Portos, para analisar o incidente e identificar medidas adicionais de segurança que possam ser adotadas para evitar outras ocorrências como esta.

 

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