OGX desiste de nove blocos ganhos em leilão da ANP

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OGX desiste de nove blocos ganhos em leilão da ANP

FONTE: GOIAS NET

O Globo

A OGX, petrolífera do empresário Eike Batista, ainda não comunicou oficialmente à Agência Nacional do Petróleo (ANP) a devolução, anunciada ao mercado em fato relevante divulgado nesta terça-feira, de nove dos 13 blocos que arrematou na 11ª Rodada de Licitações realizada em maio último. Segundo fontes técnicas, contudo, a empresa já informou sua decisão à diretora-geral da ANP, Magda Chambriard. A petrolífera argumentou que decidiu “reavaliar a estratégia de exposição a novos riscos exploratórios”. Com a notícia, as ações ON da OGX têm queda de 6% nesta manhã. Os papéis ficaram em leilão até 10h19m depois de caírem quase 20%.

A empresa informou no documento que desistiu dos blocos BAR-M-213, BAR-M-251, BAR-M-389, CE-M-663, FZA-M-184, PN-T-113, PN-T-114, PN-T-153 e PN-T-168. A companhia teria que efetuar o pagamento do bônus de assinatura no valor de R$ 376 milhões até o próximo dia 30, quando termina o prazo para todas as empresas que venceram o leilão. Pela desistência, a ANP vai executar as garantias financeiras no valor de R$ 3,4 milhões que tinham sido executadas pela OGX na época do leilão.
No fato relevante, disponível no site da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), a OGX declarou que vai manter os três blocos que arrematou em consórcio com as empresas Exxon, Total e Queiroz Galvão, além de ficar com mais um na Bacia Potiguar, que pretende desenvolver também em parceria com um desses sócios.

A ANP explicou que com a desistência da GX, está previsto no edital do leilão que serão chamadas as demais empresas que participaram do leilão dos blocos. A segunda colocada nos blocos terá preferência, desde que aceite pagar o bônus ofertado pela vencedora. Os blocos que eventualmente não apareçam interessados, voltarão para a ANP e serão ofertados futuramente.

A gigante BP poderá ficar com o bloco da Foz do Amazonas FZA-M-184, pelo qual ofereceu R$ 10,3 milhões. A brasileira Ouro Preto, do empresário Rodolfo Landim, tem as opções das áreas da Bacia de Barreirinhas, BAR-M-251 e BAR-M-389, pelas quais ofereceu R$ 1,58 milhão e R$ 7 milhões. A Maersk, que ofertou R$ 35,1 milhões pelo bloco CE-M-663, agora volta a ter chance de ficar com a área.
A brasileira Petra, que já possui vários blocos terrestres no país, poderá ficar com quatro blocos deixados pela OGX, todos na Bacia do Parnaíba. São eles: PNT-113, para o qual ofertou 3,8 milhões de reais; PNT-114 (5 milhões de reais); PNT-153 (2,5 milhões de reais) e PNT-168 (2,5 milhões de reais). A OGX levou o bloco BAR-N-213 em um lance único, sem disputa com outras empresas.

Eike vende ações da OSX

Já a OSX, empresa de construção naval do grupo EBX, afirmou nesta terça-feira que seu acionista controlador, o empresário Eike Batista, venderá até US$ 50 milhões em ações da companhia em novo exercício parcial de opção para capitalizar a companhia. A empresa informou que a operação tem como objetivos cumprimento de “compromissos gerais” da empresa e “enquadramento do free-float”. Atualmente, o percentual de ações da empresa em circulação no mercado é de 24,6%.

“Todos os recursos levantados pelo acionista controlador com a referida venda de ações serão revertidos em sua íntegra para benefício da companhia”, informou a OSX em comunicado ao mercado.

As ações da OSX chegaram a operar em alta nesta terça-feira, mas inverteram o sinal mais tarde, recuando 4% às 10h38, enquanto o Ibovespa tinha queda de 0,81%.

A OSX promoveu um aumento de capital no final de julho após exercício de opção pelo controlador, o que reduziu o percentual de ações no mercado para abaixo de 25%, patamar mínimo estabelecido pela BM&FBovespa. O grupo controlador e administrador da companhia possui 75,4% da empresa, sendo representado pela Centennial Asset Mining Fund LLC, indiretamente detida por Eike Batista, além do conselho de administração, conselho fiscal e diretoria.

Leia a íntegra do fato relevante divulgado pela OGX:

Rio de Janeiro, 27 de agosto de 2013 – A OGX Petróleo e Gás Participações S.A. comunica ao mercado que tendo em vista o novo plano de negócios da Companhia, resultante da decisão de suspender o desenvolvimento dos campos Tubarão Tigre, Tubarão Gato e Tubarão Areia, a Diretoria Executiva da Companhia decidiu reavaliar a estratégia de exposição a novos riscos exploratórios.

Nesse processo a Diretoria Executiva concluiu não ser recomendável, no momento atual, assumir risco exploratório de novas áreas, em relação as quais não tenha logrado formar consórcios com outras empresas, através do que seria possível mitigar o risco exploratório. Por essa razão, a Diretoria Executiva da Companhia, em reunião realizada na data de 26 de agosto de 2013, tomou a seguinte decisão em relação aos blocos ganhos pela Companhia na 11ª Rodada de Licitações promovida pela ANP:

a) desistir da aquisição dos Blocos BAR-M-213, BAR-M-251, BAR-M-389, CE-M-663, FZA-M-184, PN-T-113, PN-T-114, PN-T-153 e PN-T-168, ganhos pela Companhia sem consórcio com outras empresas, pelo que deverá arcar com o pagamento de uma penalidade no valor estimado de R$3.420.000,00; e

b) prosseguir com o pagamento do bônus de assinatura e da celebração dos contratos de concessão relativos aos Blocos CE-M-603, CE-M-661, POT-M-762 e POT-M-475, ganhos pela Companhia através de consórcios formados com ExxonMobil, TOTAL E&P e Queiroz Galvão Exploração e Produção (QGEP).

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