Navalshore – Marintec South America completa 10 edições com indústria naval e offshore brasileira buscando a excelência e competitividade global

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Navalshore – Marintec South America completa 10 edições com indústria naval e offshore brasileira buscando a excelência e competitividade global

FONTE: SEGS

Feira reuniu, durante três dias, um público de 17.314  pessoas e mais de 350 marcas de 16 países no Centro de Exposições SulAmérica, no Rio de Janeiro (RJ).

A indústria naval e offshore brasileira quer ocupar um novo espaço no mapa mundi do setor. A retomada dos investimentos, impulsionada pelas encomendas da Petrobras previstas até 2020, criou um cenário promissor para os estaleiros e para a cadeia de serviços e suprimentos. A meta agora é outra: concretizar um mercado sustentável a longo prazo e fortalecer a competitividade global das empresas nacionais. Este é o balanço da  décima edição da Navalshore – Marintec South America – Feira e Conferência da Indústria Naval e Offshore 2013, evento realizado entre os dias 15 e 17 de agosto, no Centro de Exposições SulAmérica, no Rio de Janeiro (RJ).

Durante três dias, a feira promovida pela UBM Brazil reuniu um público de 17.134 pessoas e mais de 350 marcas expositoras de 16 países com as últimas novidades em produtos e serviços para construção e reparo naval, equipamentos e suprimentos para estaleiros, além de soluções para o setor de petróleo e gás. Paralelamente foram realizados a 2ª Série de Workshops Técnicos, ministrados por experts do setor para aprimoramento das estratégias de gestão e produção na indústria naval e offshore e a 2ª Conferência WorkBoat South America, com mais casos práticos sobre setor de apoio marítimo.

Para o diretor da UBM Brazil, Joris Van Wijk, o próprio perfil da Navalshore reflete este ambiente positivo do segmento: “O interesse do mercado internacional na indústria naval brasileira vem crescendo, visto que tivemos 11 pavilhões internacionais (Argentina, Japão, China, Espanha, Suécia, Coréia do Sul, EUA, Itália, Noruega, Canadá e Holanda) no evento. Além disso, é importante destacar a participação de pequenos, médios e grandes estaleiros brasileiros, o que mostra o desenvolvimento do setor”.

O gerente da Navalshore – Marintec South America, Renan Joel, destacou que esta edição da feira foi um divisor de águas: “durante algum tempo o clima da indústria naval brasileira era de retomada, de perspectivas positivas. Nestes três dias de contatos com os principais players do setor percebemos que esse futuro já chegou. Os estaleiros estão em pleno funcionamento para atender as encomendas, principalmente, as impulsionadas pela exploração no pré-sal, e o segmento já tem uma cadeia de serviços e suprimentos nacionais aquecida pelos novos empreendimentos em andamento”.

A próxima edição da feira, em 2014,  acontecerá nos dias 12, 13 e 14 de agosto, também no Centro de Convenções SulAmérica.

Potência mundial – O Brasil tem, atualmente, a quarta carteira mundial na encomenda de navios, atrás apenas da Noruega, Estados Unidos e Grécia. O presidente da Transpetro, Sérgio Machado, acredita que o país está no caminho certo para se tornar uma potência mundial do setor. “Estamos no último estágio para chegar lá. Primeiro começamos a construir navios, depois atingimos o índice de 65% do conteúdo nacionalizado e agora buscamos a meta de nos tornarmos competitivos no contexto mundial”, disse.

Para isso, ressaltou Machado, o Brasil precisa aperfeiçoar a gestão e usar todo o conhecimento adquirido nos últimos anos. “Temos estaleiros modernos e outros que estão se equipando, mas precisamos consolidar a indústria naval como um todo, de forma sustentável. Estamos aptos a dar este grande salto”, afirmou.  O presidente da Transpetro aposta que investimentos na melhoria de processos tornarão o serviço e o produto nacional mais atraente e competitivo.

Participação nacional – Durante a conferência “Estágio atual da indústria naval e offshore – capacitação para atender a demanda atual e futura com prazos e preços adequados”, um dos eventos paralelos da Navalshore – Marintec South America, o gerente-executivo do Programa de Modernização e Expansão da Frota (Promef) da Petrobras, Elizio Araújo Neto, também chamou a atenção para o potencial da indústria naval no País. “Atualmente as empresas brasileiras gastam cerca de US$ 17 bilhões com o afretamento de embarcações estrangeiras — apenas a Petrobras desembolsa US$ 2,5 bilhões na contratação de navios de outras bandeiras. Acredito que a nossa participação pode ser bem maior neste segmento”, afirmou.

Ele completou: “Temos uma pesquisa da Fundação Getúlio Vargas que revela que a cada R$ 1 milhão investido na indústria naval há um movimento de R$ 1,9 milhão na economia. Ou seja, é um segmento que tem um grande efeito multiplicador. O principal player da construção naval no mundo, a Coréia do Sul, levou 30 anos para atingir o patamar em que se encontra hoje. O Brasil vai levar a metade do tempo”.

Já o superintendente da Onip (Organização Nacional da Indústria do Petróleo), Jorge Bruno, destacou como o futuro é promissor. “Existe uma janela de oportunidades para os próximos dez anos no setor e será o momento para o Brasil se consolidar mundialmente. Fizemos um estudo em uma embarcação e elencamos 100 oportunidades de peças que podem ser nacionalizadas. Isso nos permite sonhar, por exemplo, com barcos de apoio produzidos totalmente com conteúdo local”, disse.

Importância – As entidades que representam as empresas que compõem a cadeia da indústria naval destacaram a importância do evento para o setor. “É uma iniciativa fundamental para ampliar as oportunidades de negócios, além de conhecer novas tecnologias e confirmar o cenário positivo”, ressaltou o presidente da Abeam (Associação Brasileira das Empresas de Apoio Marítimo), Ronaldo Mattos de Oliveira Lima. O assessor do Syndarma (Sindicato Nacional das Empresas de Navegação Marítima), Roberto Galli, também chamou a atenção para o ambiente propício para novas parcerias e investimentos.

O presidente da Abenav (Associação Brasileira das Empresas de Construção Naval e Offshore), Augusto Mendonça, acredita que o País vive o momento da indústria naval. “O fortalecimento do setor acontece em todos os elos da cadeia e iniciativas governamentais, como o apoio dado pelo Governo do Rio, vêm impulsionando o segmento. Para enriquecer o processo, eventos como a Navalshore atraem conhecimento e proporcionam oportunidades”, frisou.

O secretário executivo do Sinaval (Sindicato Nacional da Indústria da Construção e Reparação Naval e Offshore), Sérgio Luiz Camacho Leal, também destacou o papel transformador da Navalshore – Marintec South America: “A feira traz uma discussão que é fundamental. Queremos assegurar a sustentabilidade da indústria naval brasileira e isso passa por tornar o país mais competitivo internacionalmente. Isto será resultado da criação de um setor dinâmico que tenha como base os estaleiros brasileiros”.

Conteúdo local – Depois de consolidado o cenário de aplicação de conteúdo local nos investimentos da cadeia de petróleo e gás, o próximo passo é de investir na sustentabilidade e competitividade, afirmou o coordenador de Conteúdo Local da ANP, Marcelo Mafra. Para ele, a busca pela implantação de um conceito de cluster industrial envolvendo o segmento é o caminho ideal para que as empresas vivenciem um ambiente de previsibilidade na demanda.

“A ANP quer que o Brasil seja cada vez mais inserido neste círculo virtuoso. Se as empresas brasileiras procurarem a certificação de CL (Conteúdo Local) e investirem em qualidade, prazo e tecnologia teremos um quadro bem otimista no futuro, com o País atendendo uma demanda global por produtos e serviços. Então, eu afirmo: quem começar agora vai vender para o mundo todo em breve”, ressaltou Mafra, que também participou do painel “Cadeia de fornecedores – gargalos relacionados à ampliação, conquista de contratos e financiamento à indústria de navipeças”.

Presença internacional – O ambiente propício para novos negócios continua atraindo o interesse de empresas internacionais. Exemplo disso é a sueca Marine Jet Power, que marcou presença nesta Navalshore – Marintec South America. “O Brasil  é, atualmente, o local certo para encontrar parceiros e investir na indústria naval. Saímos dessa feira com excelentes contatos que podem se transformar em futuros empreendimentos”, destacou o gerente de vendas da empresa, Mats Hermansson. O vice-presidente de Marketing da norte-americana Navalex, Miguel Vasallo, concordou: “Foi um evento excelente em que destacou a troca constante de contatos e informações que podem virar boas parcerias”.

O coordenador de Negócios da Yanmar do Brasil, Alan Garcia Facchini, ressaltou a qualidade do networking que o evento proporciona. “Encontramos na feira todos os fornecedores e potenciais parceiros do segmento reunidos, o que é fundamental para iniciarmos bons negócios em várias frentes dentro da cadeia”, disse. A gerente de vendas da M&O Partners, Nadja Batista, chamou a atenção para outro aspecto: “os estaleiros, um dos nossos principais focos, estão mais descentralizados. A Navalshore permite, portanto, a aproximação com complexos que hoje se desenvolvem no Norte, Nordeste e Sul”.

Visitantes – O gerente executivo da Global Jato Tratamento, Alexandre Moura, visitou a Navalshore – Marintec South America para ter um panorama do cenário da indústria naval: “É fundamental ficar atento ao que o mercado está apresentando. Aqui encontro parceiros e, principalmente, concorrentes. O networking é vital para nos mantermos competitivos, já que o setor vive um novo momento”.

Loretta Kourniatz, analista comercial da Haztec, percorreu os pavilhões da feira prospectando negócios para a sua empresa, que oferece soluções ambientais. “Estamos interessados principalmente na indústria offshore, que apresenta boas perspectivas”, disse.

O engenheiro naval Alberto Fraga ficou impressionado com a quantidade de marcas em exposição. “Vi alguns estandes com várias empresas representadas. Isso chama a atenção porque se  percebe empreendedores de pequeno e médio portes entrando no processo, o que mostra a força do setor em gerar oportunidades e negócios em cadeia dentro do país. Fica até a sugestão para na próxima edição Navalshore: ampliar os espaços para estas empresas”, afirmou. Ele citou, ainda, a quantidade de jovens profissionais que hoje se interessam e participam do segmento. “Estão vislumbrando um caminho promissor”, completou.

Sobre a UBM e UBM Brazil

www.ubmbrazil.com.br

No País desde 1994, a UBM Brazil foi a primeira multinacional a entrar no mercado brasileiro de feiras. É uma das 50 subsidiárias da UBM Internacional e, atualmente, a maior organizadora de eventos da América Latina para os setores de transporte de cargas e infraestrutura, responsável pela realização da Intermodal South America, Navalshore – Marintec South America, NT Expo, Infra Portos South America e Concrete Show South America. A UBM Brazil promove, ainda, outras 11 feiras de outros segmentos da indústria, tais comoprodução agrícola, design e fabricação de equipamentos médicos, sistemas embarcados, ingredientes farmacêuticos, ingredientes alimentícios, produtos e ingredientes nutracêuticos e responsabilidade social.

 

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