Na ânsia de garantir contratos, banqueiros ignoram riscos no Iraque

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Na ânsia de garantir contratos, banqueiros ignoram riscos no Iraque

 

A segurança ainda é uma preocupação importante, obrigando os banqueiros que visitam o país a viajar na companhia de seguranças. Quando estão em Bagdá, eles se hospedam na Zona Verde ou em unidades habitacionais montadas nos arredores da cidade em contêineres de navios reformados.

 

Sem se desanimar com as dificuldades, banqueiros de companhias que incluem o Morgan Stanley, Goldman Sachs, HSBC, Citigroup e BNP Paribas andam viajando ao Iraque em grande número. As possibilidades de contratos oferecidas incluem trabalho de assessoria com classificação de crédito, ofertas de ações, bilhões de dólares em finanças de projetos infraestruturais e, para o longo prazo, potencialmente o primeiro título de dívida soberana iraquiana vendido publicamente.

 

“O Iraque é uma oportunidade imperdível para nós”, comentou o diretor regional de um grande banco global. “Com toda a riqueza petrolífera do país, todo o mundo enxerga as oportunidades. O país é território virgem para os grandes bancos internacionais.”

 

É provável que os primeiros contratos importantes sejam as ofertas públicas iniciais de ações das três operadoras telefônicas do Iraque. As autoridades exigem que a Zain Iraq, Asiacell e Korek ponham um quarto de suas ações à venda na Bolsa de Valores do Iraque até o final de agosto. Se tudo correr a contento, elas podem levantar mais de US$3 bilhões.

 

A Zain Iraq está sendo assessorada pelo Citigroup, BNP Paribas e o Banco Nacional do Kuait. A Asiacell, controlada pela Qatar Telecom, encarregou o HSBC e o Morgan Stanley de cuidar de sua oferta pública inicial, e a Korek, 20% de cujas ações pertencem à France Telecom, está finalizando sua lista de assessores.

 

Mesmo assim, o Iraque ainda é um mercado excepcionalmente desafiador para ser penetrado, um mercado em que a política em constante transformação, e ocasionalmente violenta, exerce um papel importante. Por exemplo, mesmo após anos de negociações uma lei petrolífera longamente adiada continua no limbo.

 

Com medo de desagradar aos políticos, os banqueiros relutam em falar publicamente sobre suas ambições no Iraque, mas, reservadamente, discutem com entusiasmo os negócios potenciais no país.

 

“Será preciso muita paciência antes de vermos um retorno no Iraque… mas há várias transações em discussão que parecem estar indo para frente agora”, comentou um banqueiro.

 

TRADUÇÃO DE CLARA ALLAIN

 

 

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