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Mercosul debate bloqueio a navios com bandeira das Malvinas

Os presidentes do bloco integrado por Argentina, Brasil, Uruguai e Paraguai discutirão o acordo na reunião semestral do bloco, na terça-feira, em Montevidéu, na qual também será tratado um convênio para estimular o comércio com os palestinos.

“Está circulando um texto, uma declaração em relação aos barcos que vão e vêm das Malvinas, que fundamentalmente aponta que quando não são admitidos em algum país (do bloco) tampouco sejam admitidos nos outros países” do Mercosul, disse nesta segunda-feira a jornalistas o chanceler do Uruguai, Luis Almagro, no fim de uma reunião de ministros para preparar a cúpula.

A carga e a descarga em portos uruguaios de navios provenientes das Malvinas, principalmente pesqueiros, com bandeira das disputadas ilhas, são cruciais para essas embarcações, que têm a navegação proibida em águas argentinas.

A Argentina pediu a países da região que impeçam que navios britânicos utilizem os seus portos.

Cerca de 30 barcos pesqueiros das Malvinas operaram em algum momento em portos uruguaios, segundo Almagro, que explicou que navios da Espanha ou da Noruega usam a bandeira das ilhas para aumentar as cotas de pesca.

A Grã-Bretanha e a Argentina se enfrentaram em 1982 em uma curta, mas sangrenta, guerra pelo controle das Malvinas. A vitória militar britânica não impediu que o país sul-americano mantivesse a reivindicação pela soberania do arquipélago localizado a 500 quilômetros de seu litoral.

O debate na cúpula do Mercosul acontece uma semana depois de que Montevidéu negou a entrada em seus portos de navios com bandeira das Malvinas. A negativa fez com que o governo britânico convocasse o embaixador uruguaio em Londres, Víctor Moreira, para uma conversa.

“A medida é apenas um fato de coerência política (porque) verdadeiramente o Uruguai … teve uma posição muito anticolonialista e de descolonização”, disse Almagro. “Não seria coerente admitir atos de uma jurisdição que tem uma forte marca colonial”, acrescentou.

A Grã-Bretanha qualificou como “potencialmente muito inquietante” a decisão do Uruguai.

(Reportagem adicional de Felipe Llambías)

 

REUTERS


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