MARINHA AVANÇA NO LABGENE E LANÇA EQUIPAMENTOS PARA PRODUÇÃO DE COMBUSTÍVEL NUCLEAR

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MARINHA AVANÇA NO LABGENE E LANÇA EQUIPAMENTOS PARA PRODUÇÃO DE COMBUSTÍVEL NUCLEAR

FONTE PETRONOTÍCIAS – Matéria publicada em 09 de abril de 2018

Foto: Almirante de Esquadra Bento Costa Lima Leite de Albuquerque Junior

Por Davi de Souza (davi@petronoticias.com.br)

O projeto do Submarino Nuclear Brasileiro (SN-BR) vai avançar. A Marinha do Brasil se prepara para neste mês para dar um novo passo na construção do Laboratório de Geração de Energia Nucleoelétrica (LABGENE), no Centro Experimental Aramar, em Iperó (SP).

Até o final de abril, está previsto o início do funcionamento de um turbo-gerador no compartimento das turbinas, que simboliza o começo das medidas de desempenho do LABGENE, trazendo informações para os ajustes necessários e subsídios adicionais ao SN-BR. O projeto básico do submarino nuclear passa hoje pelo período de interfases, para posteriormente se dar início ao detalhamento do projeto e o início da construção.

Como se sabe, no LABGENE serão testados sistemas navais para propulsão a vapor, principalmente na parte nuclear, o que é vital para o submarino nuclear. O SN-BR possui uma já conhecida importância estratégica para a defesa do território brasileiro, mas os seus benefícios já são desfrutados pelo País muito antes de seu lançamento. Para poder desenvolver o ativo, a Marinha alcançou o domínio do ciclo completo do combustível nuclear e a tecnologia de construção de reatores no final da década de 1980. Ou seja: o processo de construção do submarino incentivou o desenvolvimento tecnológico e científico brasileiro.

Além do LABGENE e do SN-BR, outro importante empreendimento em curso da Marinha é o Complexo Naval de Itaguaí, no Rio de Janeiro. Ao todo, serão quatro submarinos convencionais mais o nuclear desenvolvidos no local, tornando o município fluminense no coração do Programa de Desenvolvimento de Submarinos da Marinha. Até o momento, foram realizadas cerca de 65% das obras da infraestrutura industrial de apoio à construção, operação e manutenção dos submarinos, com expressiva parcela de nacionalização de processos, materiais e equipamentos. O complexo abrigará uma série de estruturas importantes: a Unidade de Fabricação de Estruturas Metálicas (UFEM), o Estaleiro de Construção, o Estaleiro de Manutenção e a Base Naval, onde haverá um Centro de Instrução para as tripulações dos submarinos, além de um Complexo Radiológico.

   O submarino Riachuelo

Em janeiro, o primeiro submarino convencional Riachuelo foi transferido para a UFEM do Complexo de Itaguaí. No mês seguinte, em evento com a presença do presidente Michel Temer, se deu início à montagem final do ativo naval, que será lançado este ano ao mar.  Ainda para 2018, está prevista a conclusão do Estaleiro de Construção. Já o término do Estaleiro de Manutenção e da Base Naval deve ocorrer em 2020, e do Complexo Radiológico em 2026.

30 ANOS DO ENRIQUECIMENTO DE URÂNIO NO BRASIL E REATOR MULTIPROPÓSITO

O ano de 2018 será importante em vários sentidos para os projetos nucleares da Marinha, que inaugurará em breve uma cascata com ultracentrífugas mais modernas. Para quem não sabe, estes equipamentos desenvolvidos pela Marinha são usados pela Indústrias Nucleares do Brasil (INB) para produzir o combustível das usinas de Angra dos Reis (RJ). E no segundo semestre, está prevista também a instalação e o comissionamento da cascata 8.

A propósito, neste ano, a Marinha pretende comemorar os 30 anos do domínio do enriquecimento do urânio por ultracentrifugação com um grande evento. A princípio, o encontro está programado para julho, no Centro Industrial Nuclear de Aramar (CINA), que fica localizado na cidade de Iperó. Na ocasião, será lançada a pedra fundamental das instalações do Reator Multipropósito Brasileiro (RMB), cujas instalações serão ao lado do CINA. Os trabalhos técnicos desse reator são coordenados pela Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN), em parceria com a Marinha, por meio da Amazul e da Fundação Pátria. O RMB é outro grande projeto de interesse para o Brasil, porque vai tornar o País autossuficiente na produção de radioisótopos, utilizados no tratamento e diagnóstico do câncer.

O órgão dentro da Marinha responsável pela estratégia de suas atividades científicas, tecnológicas e de inovação é a Diretoria-geral de Desenvolvimento Nuclear e Tecnológico, comandada pelo Almirante de Esquadra Bento Costa Lima Leite de Albuquerque Junior. No final deste mês, no dia 24, às 18h, o militar participará de um evento no Clube de Engenharia, no Rio de Janeiro, para fazer um balanço do programa nuclear da Marinha e apresentar dados e detalhes do desenvolvimento de submarinos convencionais e nuclear.

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