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FONTE: REVISTA ISTO É

Maior exportadora privada do País, a Vale investe US$ 2,4 bilhões em navios que reduzem a emissão de CO2

Por Luciele VELLUTO

No exato momento em que este texto estiver sendo lido, 29 embarcações gigantes transportando o minério de ferro produzido pela Vale estarão singrando os oceanos que unem o Brasil à Ásia. Esses gigantes dos sete mares são os Valemax, supernavios capazes de transportar até 400 mil toneladas de carga, que começaram a ser incorporados pela área de navegação da mineradora a partir de 2011. Além de sua efi­ciência em cruzar os oceanos para a entrega da matéria-prima em maior quantidade que as embarcações de 180 mil toneladas, que predominaram até recentemente, os imensos navios têm outra vantagem que beneficia não apenas o caixa da empresa, mas todo o planeta.

Os Valemax permitem a redução de 35% da emissão de gases de efeito estufa, o CO2, por tonelada de minério transportada, além de uma economia de combustível também na ordem de 35%. Tudo isso graças à maior eficiên­cia de seus motores. A expectativa é de que, ao longo de 25 anos de vida útil dos novos navios, que chegarão a 35 até o ano que vem, deixarão de ser lançados 21 milhões de toneladas de dióxido de carbono na atmosfera. “A economia de energia equivale ao mesmo volume consumido por um país como a Malásia em um ano”, afirma José Carlos Martins, diretor executivo de Ferrosos e Estratégia da mineradora.

O investimento da Vale para os navios é de US$ 2,4 bilhões para 19 embarcações próprias, além da locação de outras 16. O projeto, iniciado em 2007, faz com que a Vale cumpra não só suas metas de redução de CO2, que é de 5% até 2020, o equivalente a 1,7 milhão de toneladas, mas também metas mundiais determinadas pela Organização Marí­t­i­ma Internacional. O órgão busca reduzir em 150 milhões de toneladas o despejo de CO2, já que 4% do dióxido de carbono emitido no mundo vêm do setor. No entanto, a mineradora brasileira enfrenta uma barreira. A China ainda não aceitou receber os Valemax com capacidade total.

A legislação daquele país não permite a atracação de navios com mais de 350 mil toneladas em seus portos. Para descarregar seu minério nos terminais chineses, as superembarcações brasileiras seguem até as Filipinas, onde transferem sua carga para navios menores. Segundo Martins, a restrição chinesa deve ser resolvida em breve. “É uma questão de tempo para que essa autorização seja obtida”, diz Martins. O projeto para o transporte marítimo é apenas um dos quais a Vale vem atuando em sustentabilidade. Nos últimos seis anos, foram investidos US$ 6,3 bilhões em ações socioambientais e de sustentabilidade.

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