Maggi faz paralelo à baixa OGX e questiona ANP sobre real abundância da camada Pré-sal

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Maggi faz paralelo à baixa OGX e questiona ANP sobre real abundância da camada Pré-sal

FONTE: O DOCUMENTO

Durante audiência publica na Comissão de Infraestrutura (CI), nesta quarta-feira (28.08) sobre a primeira rodada de concessões da camada Pré-sal, a diretora da Agência Nacional de Petróleo (ANP), Magda Maria de Regina Chambriard, foi questionada pelo senador Blairo Maggi a respeito do desempenho desfavorável da petrolífera OGX, cuja queda das ações alcançou 85% esse mês.

A expectativa de extração anunciado pela petrolífera era de 20 mil barris de petróleo por dia nos poços Tubarão Azul e Tubarão Martelo. Mas, na realidade, a capacidade daqueles poços era de 5 mil barris/dia.

“O que aconteceu? Ficaram dúvidas no mercado. A estimativa se for mal feita, foi chancelada pela ANP”, advertiu o senador ao traçar um paralelo com as altas expectativas para exploração do Pré-sal.

Chambriard explicou que para cada seis poços pioneiros que foram furados, por exemplo, na Bacia de Campos, foi feita apenas uma ‘descoberta comercial’ e, é por isso que as empresas de petróleo trabalham em parceria, principalmente na fase de exploração.

“A minha chance de sucesso (na exploração de um novo poço) é de 15%. Exploração é mais ou menos uma estatística e é por isso que as empresas precisam ter um portfólio grande. Porque se eu trabalhar um ou dois blocos a chance de dar errado é muito grande. Se você tiver 100 blocos é outra coisa”, explicou.

A respeito da camada Pré-sal, a diretora disse que, no caso do Campo de Libra – que será licitada em 21 de outubro próximo-, as expectativas da Agência foram superadas. “Libra é muito grande e muito bom”, assegurou.

Mas, reconheceu a necessidade de aproximar a ANP da Comissão dos Valores Mobiliários (CVM) para aperfeiçoar a supervisão de petrolíferas. Para ela, seria uma forma de dar mais transparência ao mercado de ações.

“Já estou começando a considerar que talvez a ANP tenha que se aproximar mais da CVM. Porque no âmbito da ANP o processo está correto. No âmbito da CVM, também está correto. Mas, talvez haja um ganho para a sociedade na aproximação desses dois órgãos”, disse Magda.

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