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JUSTICA FEDERAL DO RIO DE JANEIRO VAI DEFINIR SE ACEITA OU NÃO NOVO PLANO DE RECUPERAÇÃO DA SETE BRASIL

FONTE PETRONOTÍCIAS – Matéria publicada em 28 de junho de 2018

Depois da Engevix ter seu plano de recuperação aprovado, outra grande empresa da indústria naval busca os mesmos benefícios.

Vai depender da justiça carioca a aprovação do pedido de recuperação judicial da Sete Brasil, dois anos depois de entrar com este pedido, que  prevê a venda de quatro sondas de exploração de petróleo por US$ 550 milhões. Se for aprovado pelos credores, a empresa venderá todos os ativos que lhe sobraram e deixará de existir liquidando apenas 10% da dívida de R$ 18 bilhões que deixou com grandes bancos e investidores. A expectativa é de que a Sete se torne uma empresa para gerenciar passivos. A potencial venda das sondas também afeta os estaleiros Jurong e Brasfels, que estão produzindo os navios. O comprador terá que negociar com eles valores para o término da construção.

Os credores precisam aprovar a decisão de vender e depois a companhia precisa encontrar compradores. Com o contrato garantido pela Petrobras, fica mais fácil de atrair interessados, mas isso não está garantido. Os recursos obtidos serão divididos igualmente entre os credores. Os principais bancos credores são Banco do Brasil, Caixa, Itaú, Santander e Bradesco. De acordo com o novo plano apresentado, a empresa manterá em caixa cerca de R$ 120 milhões do que for obtido com a venda das sondas para usar no gerenciamento do passivo da companhia.

O início do fim da Sete Brasil começou com as primeiras denúncias de executivos da empresa no envolvimento de pagamento de propinas a estaleiros brasileiros que construiriam as sondas.  A crise do petróleo no mercado internacional que praticamente eliminou as chances de financiamentos alternativos, depois da suspensão dos empréstimos do BNDES.  As sondas da Sete foram contratadas quando o petróleo atingiu US$ 110 o barril. Quando pediu recuperação judicial, já em 2016, era pouco mais de US$ 30 o barril. A Sete Brasil tinha a missão gerenciar a compra e a operação de 28 sondas para exploração de petróleo para a Petrobrás. Entre seus sócios tinha a própria Petrobrás e o fundo de investimentos FIP Sondas, que reunia investidores como os bancos BTG Pactual e Santander, o fundo FI-FGTS, além dos fundos de pensão da Petrobrás, Caixa, Banco do Brasil e Vale. Juntos, os sócios aplicaram mais de R$ 8 bilhões na empresa.

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