Iranianos contornam sanções e elevam exportação de petróleo

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Iranianos contornam sanções e elevam exportação de petróleo

FONTE: FOLHA DE SÃO PAULO

SAMY ADGHIRNI
DE TEERÃ

Apesar do acirramento das sanções ocidentais, o Irã conseguiu elevar sua exportação de petróleo para o nível mais alto desde julho de 2012.

Estudo da agência de notícias Reuters divulgado ontem revelou os limites para impedir Teerã de fazer negócios.

As exportações do petróleo iraniano saltaram de 900 mil barris por dia em setembro para 1,4 milhão de barris por dia em dezembro, segundo o levantamento, que compilou dados coletados junto a fontes da indústria petroleira e a consultorias especializadas.

Embora continue longe dos 2,2 milhões de barris por dia exportados até a implementação de novas sanções no início de 2012, o Irã demonstrou capacidade de contornar o cerco.

A alta nas exportações se deve principalmente à retomada das compras por China e Índia, que dependem de importações para sustentar seu crescimento econômico.

Os dois países haviam diminuído as compras no Irã devido à dificuldade de abastecimento causada por sanções que impedem seguradoras europeias, dominantes no ramo, de assinar contratos para o transporte marítimo de petróleo iraniano.

Ao que tudo indica, Teerã se comprometeu a encaminhar o óleo bruto a bordo de sua frota de petroleiros, que acaba de ser ampliada com a compra de novos navios chineses. “Está ficando cada vez mais difícil, mas sempre haverá comprador para nosso óleo bruto”, disse à Folha um advogado do setor petroleiro.

A alta nas exportações iranianas antecede planos de uma nova rodada de conversas entre Teerã e as grandes potências, ainda sem data nem local. A resiliência diante das pressões reduz a chance de o Irã curvar-se às exigências ocidentais.

Num aparente sinal de autoconfiança, Teerã comunicou anteontem à agência nuclear da ONU a decisão de instalar novas centrífugas para ampliar a capacidade de enriquecer urânio na central de Natanz, epicentro do programa nuclear iraniano.

O Irã nega intenção de fabricar a bomba atômica e alega que convenções internacionais lhe garantem o direito de enriquecer urânio para fins energéticos e medicinais.

O porta-voz da Casa Branca, Jay Carney, advertiu que a instalação de novas centrífugas na central seria um “passo provocativo” por parte do Irã.

 

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