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Segundo o diretor de Inovação da Intel Brasil, Rogério de Paula, os pesquisadores brasileiros são pouco conhecidos fora do País. A parceria que a companhia tem com universidades envolve, além de projetos em pesquisa e desenvolvimento, o aumento da visibilidade dos professores no exterior. Nos últimos anos, esses pesquisadores têm sido levados pela companhia para o Intel Developer’s Fórum (IDF), maior evento mundial da empresa e que ano que vem acontece em São Paulo. “Levar os pesquisadores para o IDF aumenta essa visibilidade. Eu tenho falado pra eles ‘vão lá, se exponham’, e alguns deles já têm entrado em contato direto com pesquisadores da Intel nos Estados Unidos”, diz Rogério.

Segundo o executivo, água e alimento serão os grandes desafios do século XXI no mundo, e o Brasil tem muita tecnologia a oferecer nessa área. “O Brasil é muito eficiente no uso da água na agricultura. Essa tecnologia é muito estratégica”, afirma. “Nós acreditamos muito no Brasil. Não é somente o terceiro mercado de PCs do mundo, tem muita coisa no País que tem que ser levada para fora.”

A inovação da Intel trabalha também na transferência de tecnologia para o Brasil. Produtos desenvolvidos em laboratório que muitas vezes não são usados pela Intel são adaptados para serem utilizados em diversos setores. A área de sensores é um bom exemplo: criptografados e com energia prória, por exemplo, podem ser usados na área de logística e transporte.

Outra área em que a Intel investe é na extração de petróleo. “A Petrobras é referência na extração em grandes profundidades e esse não é nosso negócio, mas nós temos inovações que podem ajudar a empresa a resolver alguns problemas”, analisa Rogério.

“A Intel é pouco conhecida fora do setor de microprocessadores, por isso nós procuramos a empresa, não a equipe de vendas, mas buscando uma relação com laboratórios de pesquisa e desenvolvimento”, afirma o executivo, ressaltando que essas soluções desenvolvidas com empresas nacionais podem ser exportadas para serem desenvolvidos em outras áreas.

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