GREENPEACE ACREDITA QUE RECIFE GIGANTE NA COSTA NORTE DO BRASIL INVIABILIZA EXPLORAÇÃO DE PETRÓLEO PELA TOTAL NA REGIÃO

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GREENPEACE ACREDITA QUE RECIFE GIGANTE NA COSTA NORTE DO BRASIL INVIABILIZA EXPLORAÇÃO DE PETRÓLEO PELA TOTAL NA REGIÃO

FONTE PETRONOTÍCIAS – Matéria publicada em 17 de abril de 2018

Sobe o nível de pressão de ambientalistas liderados pelo Greenpeace contra a exploração de petróleo e gás  pela francesa Total  a cerca de 120 quilômetros da costa norte do Brasil.  

A equipe de cientistas a bordo do navio Esperanza, do Greenpeace, documentou a existência de um banco de rodolitos na área onde a Total planeja fazer a exploração.A descoberta prova a existência de uma formação de recifes na área. O Greenpeace considera que esta descoberta   invalida o Estudo de Impacto Ambiental (EIA) da Total, que afirma que a formação mais próxima de recifes estaria a oito quilômetros de distância de um dos blocos (FZA-M-86).

Thiago Almeida, especialista do Greenpeace em Energia  disse que “Agora que sabemos que os Corais da Amazônia se sobrepõem ao perímetro dos blocos da Total, não há outra opção para o governo Brasileiro que não negar a licença da empresa para explorar petróleo na região.” A presença de rodolitos, algas calcárias que formam o habitat para peixes e outras espécies do recife, confirmam que os Corais da Amazônia se estendem para além do que era conhecido anteriormente.  O estudo, baseado em imagens do recife feitas em janeiro de 2017 durante a primeira expedição do Greenpeace à região, estima que a extensão dos Corais da Amazônia seja de 56.000 km2,  quase seis vezes maior do que os cientistas estimavam.

Fabiano Thompson, oceanógrafo e professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro, disse que  “ Descobrir que os Corais da Amazônia se estendem além das nossas estimativas anteriores foi um dos momentos mais emocionantes da minha pesquisa sobre esse ecossistema. Quanto mais pesquisamos sobre o recife, mais informações valiosas encontramos. Mas ainda sabemos muito pouco sobre esse novo ecossistema fascinante e o que sabemos até agora indica que qualquer atividade de perfuração de petróleo pode prejudicar seriamente esse bioma único”.

O estudo também indica que, devido à sua extensão, o recife pode ser um corredor de biodiversidade marinha ligando o oceano Atlântico Sul ao Caribe, com uma sobreposição da fauna de ambos os lugares, reunindo uma alta riqueza de espécies. O artigo científico confirma a presença de espécies típicas de peixes do Caribe no recife.

 

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