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Grande Rio aborda o petróleo na Sapucaí

FONTE: JORNAL DO BRASIL

Uma das mais novas escolas de samba da cidade, a Grande Rio, com 24 anos de fundação, desfila nesta segunda-feira (11) de Carnaval na Sapucaí. Com o enredo Amo o Rio e vou à luta: Ouro negro sem disputa… Contra a injustiça em defesa do Rio, a escola pretende falar de uma forma “simples e linear” todo o processo que envolve o petróleo e os royalties. Foi o que informou o carnavalesco da escola Roberto Szaniecki.

“Como existia certa polêmica, sobre os royalties e sobre o petróleo, ideias rolaram de prefeituras ajudarem a gente, para tentar fazer um enredo mais político e quando eu soube da história, que me deram essa sugestão, eu falei: não, vamos fazer diferente. Vamos ser educacionais, trabalhando no esclarecimento do que são esses royalties com a ideia de passar para o grande público o que ele ainda não conhece. Porque você pergunta para muita gente: ‘O que são royalties de petróleo? Ah, é um perfume? Uma etiqueta nova? Tem umas coisas meio malucas que acontecem’”, explicou.

Para o carnavalesco é imprescindível mostrar que, desde o começo da produção nacional, “nós [Rio de Janeiro] somos detentores de 83%”. Segundo ele, “ninguém sabe” que o Rio é o maior produtor de petróleo do País.

“O Rio vive a indústria petrolífera e eu quis mostrar todo o processo, de retirar o petróleo do oceano, que é uma mão-de-obra especializada, ao refino desse combustível e este último vira dinheiro, que é aplicado. E essa historinha está no meu abre-alas. É  muito engraçado porque eu boto uns porquinhos, uns cofrinhos, em que um é bandeira do Brasil, outra a do estado e outras são os municípios. E, na abre-alas, o dinheiro vai entrando nesses cofrinhos, que é o cofre do Governo. É isso que a gente quer mostrar”, adiantou Roberto.

A partir do momento que a extração do petróleo transforma-se em dinheiro, a escola pretende mostrar a importância dos combustíveis. “Como que isso funciona? Os combustíveis fósseis ainda movem o mundo, o que significa que todos os tipos de transportes que se imaginar os utilizam.  A escola vai mostrar isso: como o mundo é envolvido nisso, como as cidades funcionam. Este já é o primeiro setor depois do Abre-alas”, revelou Szaniecki.

“Depois disso, eu mostro a mão-de-obra especializada, que é o primeiro benefício dessa indústria, por se criar uma mão-de-obra de alto gabarito, que possa lidar com plataformas, navios petroleiros e os prórpios estaleiros. Até a década de 90, existiam só existiam 14 estaleiros no Rio de Janeiro trabalhando em ritmo muito lento. Hoje há 30 estaleiros trabalhando em um ritmo enlouquecido, só por conta dessa indústria”, informou com propriedade o carnavalesco da escola.

De acordo com o carnavalesco, a parte social e humana também virá para a avenida. “Nós iremos da creche à terceira idade, com os projetos dos municípios, dos cursos das escolas públicas, trabalhos que são executados pelas prefeituras junto com as ONGs. Falamos também de educação por esporte e tudo o que beneficia diretamente o ser humano. Também retrataremos  em outro setor do desfile o segundo benefício destes investimentos que estão ligados diretamente ao espaço físico de cada município. Começando pela restauração de monumentos, igrejas, casarios, manutenção do folclore e da culinária, da pesca artesanal, ou seja, coisas ligadas às cidades litorâneas e turismo. No setor seguinte, vêm as obrigações da prefeitura e do governo do Estado”, concluiu.

*Do Projeto de Estágio do Jornal do Brasil

 

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