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Finanças, petróleo e gás são alvos de sanções da UE contra Síria

A União Europeia estendeu as sanções a 11 empresas e 12 pessoas, que terão seus bens congelados e vistos cancelados, devido à incessante repressão do regime de Bashar Assad contra a oposição síria.

A lista com os nomes de pessoas e empresas afetadas será divulgada na sexta-feira. Segundo diplomatas, a companhia estatal de petróleo da Síria, a General Petroleum Corporation (GPC), estará entre as empresas punidas.

As medidas são parte da uma ação mais ampla da União Europeia para aumentar a pressão sobre Bashar Assad, que há mais de oito meses vem reprimindo protestos contra seu regime, o que, segundo cálculos da ONU, já deixou ao menos 3.500 mortos desde março.

 

Reuters

 

Milhares de manifestantes protestam contra o regime de Bashar Assad em cidade próxima a Homs

Mais cedo, a agência estatal do Egito informou que a Liga Árabe listou 17 pessoas da Síria que seriam proibidas de viajar para os Estados árabes, entre as quais o irmão do ditador Bashar Assad, Maher.

Na lista também estão os ministros da Defesa e do Interior, autoridades do setor de inteligência e oficiais do Exército. Também consta o nome do irmão do ditador, Maher Assad, que comanda a Guarda Republicana e é o segundo homem mais poderoso da Síria.

DEIXAR O PAÍS

O Kuait pediu nesta quinta-feira que seus cidadãos que moram na Síria deixem o país. De acordo com a agência estatal Kuna, o Ministério de Relações Exteriores divulgou uma orientação aos kuaitianos residentes na Síria “para garantir a segurança deles”.

Na terça-feira, a Arábia Saudita também pediu que seus cidadãos deixem a Síria. “Por questões de segurança, a Arábia Saudita pede que seus cidadãos deixem a Síria e não viajem para este país”, anunciou o ministério das Relações Exteriores.

O Bahrein e o Qatar, dois países membros do Conselho de Cooperação do Golfo (CCG), que reúne as seis monarquias petrolíferas, havia pedido no domingo que seus cidadãos saíssem da Síria.

DIREITOS HUMANOS

Na sexta-feira, o Conselho de Direitos Humanos da ONU organizará, em Genebra, uma sessão especial sobre a situação na Síria a pedido da União Europeia.

No início da semana, a Comissão Independente de Investigação sobre a Síria, delegada pelo Conselho, publicou um relatório concluindo que as autoridades sírias cometeram crimes contra a humanidade ao reprimir as manifestações contra o regime de Assad.

O ministro de Relações Exteriores turco, Ahmet Davutoglu, disse na terça-feira que a comunidade internacional pode ter de decidir criar uma zona tampão na Síria se centenas de milhares de pessoas tentarem fugir da violência.

Segundo os cálculos da ONU, pelo menos 3.500 pessoas morreram na repressão aos manifestantes que protestam contra o ditador no país.

 

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