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Esquadrões localizam mais corpos na Argélia

FONTE: JORNAL DO COMERCIO

Esquadrões antibomba da Argélia encontraram ontem mais corpos dentro do campo de gás natural onde militantes islâmicos mantiveram dezenas de reféns até o sábado, afirmou uma autoridade das forças de segurança nacionais, que examinou o local em busca de armadilhas explosivas. No sábado, uma ofensiva encerrou o cerco de quatro dias ao complexo.

FAROUK BATICHE/AFP/JC

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Complexo In Amenas estava cercado por minas instaladas por militantes

O oficial, que falou sob condição de anonimato devido à sensibilidade da situação, disse que os corpos estavam desfigurados e que era difícil identificá-los. “Podem ser tanto de argelinos quanto de reféns estrangeiros”, relatou. Não foi informado o número de corpos encontrados no local.

Forças especiais argelinas invadiram no sábado o complexo de gás In Amenas no deserto do Saara para acabar com o impasse. Militantes islâmicos haviam atacado o complexo na quarta-feira. Na quinta, a maioria dos reféns foi libertada quando a Argélia lançou uma primeira operação de resgate. O governo informou que todos os 32 militantes foram mortos.

Ontem, no início do dia, o ministro das Comunicações da Argélia, Mohamed Said, disse temer que o número de mortos após o confronto que pôs fim ao cerco ainda pudesse crescer, dependendo dos resultados das buscas no local. Números preliminares indicavam que 23 reféns morreram.

Segundo Said, os militantes vinham de seis países e foram armados para causar destruição máxima. A Sonatrach, empresa petrolífera argelina que controla o In Amenas, em parceria com a BP e a Statoil, afirmou que haviam sido instaladas minas em toda a refinaria. “Eles haviam decidido ter êxito na operação como o planejado, explodindo o complexo de gás e matando todos os reféns”, afirmou o ministro, em entrevista à rádio estatal.

O governo norte-americano alertou que havia ameaças críveis de novas tentativas de sequestro de ocidentais no país. Com poucos detalhes sobre a situação no campo, não estava claro se alguém havia sido resgatado na operação final realizada no sábado, mas o número de reféns mortos na data – sete – era o mesmo que os militantes haviam relatado pela manhã estarem detidos.

O primeiro-ministro britânico, David Cameron, confirmou ontem que três britânicos morreram no cerco. Acredita-se que outros três, além de um residente do Reino Unido, estejam mortos, mas ainda não há confirmação.  “Agora, é claro, as pessoas vão questionar a resposta da Argélia a esses eventos, mas gostaria apenas de dizer que a responsabilidade por essas mortes encontra-se diretamente com os terroristas que lançaram um cruel e covarde ataque”, afirmou.

O Japão informou que dez cidadãos ainda estão desaparecidos. Cinco noruegueses e dois malaios não foram localizados até o momento. Mais de dez filipinos também ainda não deram notícias.

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