EAS DEFENDE CONTRATAÇÃO NO BRASIL DOS PRÓXIMOS FPSOs DA PETROBRÁS PARA SALVAR ESTALEIROS NACIONAIS

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EAS DEFENDE CONTRATAÇÃO NO BRASIL DOS PRÓXIMOS FPSOs DA PETROBRÁS PARA SALVAR ESTALEIROS NACIONAIS

FONTE PETRONOTÍCIAS – Matéria publicada em 21 de novembro de 2017

O Empreendimento dos grupos Camargo Corrêa e Queiroz Galvão, o Estaleiro Atlântico Sul (EAS), em Pernambuco, está  para o pagamento de uma fatura de R$ 1 bilhão até 2019. Esse é o saldo que deve ficar após receber pagamento pelos cinco navios que ainda tem em carteira, cuja entrega será feita nos próximos dois anos.

Mesmo assim, o estaleiro vê a possibilidade de contratar  de três navios plataforma (FPSO) para exploração de petróleo no próximo ano, pela Petrobrás, acendeu o desejo de participação do Estaleiro Atlântico do Sul, em Pernambuco. Cada navio está orçado em 1 Bilhão de dólares e poderia apontar o ressurgimento dos estaleiros brasileiros que estão em gravíssimas dificuldades, como os da cidade de Rio Grande. Mas há entraves. Enquanto a estatal busca se livrar das regras conteúdo local,  que estabelecem percentuais de participação da indústria nacional nas encomendas, a indústria naval faz campanha para manter as exigências. O  Estaleiro Atlântico Sul (EAS), vê na construção das plataformas uma oportunidade de contratos, depois de terem encomendas da Transpetro canceladas e mergulharem em crises e demissões. Em Rio Grande, se não houver contratações os estaleiros locais deixarão que demitir todos os seus funcionários até o final de janeiro.

Somente no caso do EAS, as perdas foram de sete das 22 encomendas da Transpetro. Atualmente, a empresa tem encomendas apenas até 2019. Uma janela de oportunidades seria a fabricação de cascos das FPSOs, cuja demanda de estende até 2027. Harro Burmann, Presidente do EAS, vai à Brasília esta semana para defender esta questão: “Cada uma tem 40 mil toneladas, ou seja, os estaleiros do País estariam salvos”

Sobre o argumento da Petrobrás de que o custo de compra dos navios-plataformas no Brasil seria muito maior, o presidente do EAS diz que não é possível falar de competitividade comparando os custos do Brasil com os da China:  “O Custo Brasil engloba os tributos, matéria-prima, despesas mais altas de financiamento, entre outros”. Um estudo feito pelo EAS, inclusive, compara os custos da indústria naval do Brasil e da China. No caso do salário médio do trabalhador brasileiro, de acordo com o levantamento, o maior peso não é o valor do pagamento e sim os encargos incidentes. O percentual do salário bruto pago em encargos chegaria a 71,4% no Brasil, enquanto na China é de 42%, com base em dados de 2012.

Do lado da matéria-prima, o estudo mostra que, na comparação com o aço da China, 33% mais barato, o Brasil também sai em desvantagem. Essa diferença reflete no custo da embarcação, uma vez que o aço representa uma parte expressiva do preço. “Se aprovada a recriação dos benefícios tributários para aquisição de produtos importados para exploração de petróleo, a empresa que importar uma embarcação da China trará para o Brasil um bem fabricado 100% com aço chinês sem o pagamento do adicional antidumping (que evita prejuízo de produtos nacionais por importações abaixo do preço de mercado). Enquanto que o brasileiro que concorrer para a produção da mesma embarcação, se o quiser fazer com aço chinês, terá que pagar US$ 211,56 por tonelada a mais que o importado”

Já o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos (Sindmetal-PE), Henrique Gomes, em relação ao conteúdo local,  disse que  “Uma redução de conteúdo local é o melhor caminho para trazer capital estrangeiro, mas não para gerar empregos no Brasil”,

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