Desafio para indústria naval e offshore

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Desafio para indústria naval e offshore

FONTE: GUIA MARÍTIMO – 05 DE AGOSTO DE 2016

Para especialistas, investimento em qualificação profissional é primordial para garantir novas oportunidades

Gerando um cenário de incertezas, a crise política e econômica do país trouxe com ela desafios para o mercado de trabalho nacional e com a indústria naval e offshore não foi diferente. Números do Sinaval (Sindicato Nacional da Indústria da Construção e Reparação Naval e Offshore) apontam que do fim de 2014 até fevereiro desse ano, o número de empregados no setor teve uma redução de mais de 50%. Um dos principais desafios agora é manter a mão de obra qualificada para atender as demandas de trabalho frente a uma possível retomada, defendida por especialistas.

“Os profissionais do setor precisam estar preparados para quando o mercado voltar à tona. Qualificações técnicas, certificações e inglês serão sempre considerados diferenciais”, defende a diretora de negócios da HAYS Brasil, Vanessa Zehetmeyer.

Segundo Zehetmeyer, o setor é cíclico e logo voltará ao normal. “O mercado está de fato retraído, porém, ainda há muito o que fazer pelo setor no Brasil, o pré-sal, o downstream e muitas áreas para explorar. Teremos uma retomada muito em breve e já vemos o país se movimentando para isso. O preço do barril do petróleo, por exemplo, tem tido pequenas recuperações, o que já traz algumas esperanças”, afirma.

O gerente de óleo e gás da Michael Page, empresa especializada em recrutamento e seleção, Fábio Oliveira, concorda. “É muito importante que os profissionais continuem investindo em qualificação, pois isso fará com que tenham diferenciais para oferecerem ao mercado e, com uma melhora na situação atual, os deixará ainda mais capacitados para as oportunidades que surgirem”, pondera.

O diretor do Grupo RINA na América do Sul, uma das principais companhias do mercado quando o assunto são treinamentos certificados, Maurizio Nigito, lembra que, infelizmente, os players estão sendo forçados a se concentrar em redução de custos devido a retração da economia. Contudo, o executivo defende a qualificação como importante investimento por parte das empresas empregadoras. “O treinamento de profissionais é de extrema importância e um fator chave para aumentar o conhecimento e a competitividade de uma companhia. Aqueles que, mesmo em tempos difíceis, têm a visão de continuarem investindo em qualificação de mão de obra, certamente estarão à frente no mercado”, conclui.

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