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Minc disse ainda que exigirá uma auditoria internacional de todas as instalações da Chevron e da Transocean no Estado do Rio de Janeiro para verificar a capacidade de cumprimento dos planos de emergência.

Valor defasado

Também anunciou que ingressará na Justiça com ação civil pública pedindo indenização pelos prejuízos causados à biodiversidade marinha e aos bens costeiros. “Num primeiro olhar pode chegar a valor pode chegar a R$ 100 milhões”, disse Minc.

Para Minc, o valor está defasado. “Esse patamar foi estabelecido há 12 anos. Se fosse corrigido, hoje já seriam R$ 116 milhões. Mas nós estamos estudando multas suplementares pela lei estadual que podem chegar a R$ 30 milhões”, disse.

Danos ambientais

O secretário também chamou atenção sobre os custos de reparação dos danos ambientais para os pescadores da região. “Esses recursos também podem ser aplicados no monitoramento em alto-mar e em programas de biodiversidade, como os voltados às baleias e aos golfinhos afetados”, acrescentou.

Minc garantiu que pedirá ao Ibama o descredenciamento da Transocean, empresa contratada pela Chevron para fazer a perfuração no Campo de Frade. “Ela operou de forma inadequada. Usou uma pressão brutal ao lado de uma fissura de 300 m. É lógico que iria jorrar óleo para tudo quanto é lado”, disse.

Chevron sem preparo

A filial brasileira da petrolífera norte-americana Chevron Corp. não estava preparada para colocar em ação o plano de emergência aprovado pelos reguladores brasileiros durante o vazamento recente no Campo de Frade, na Bacia de Campos, de acordo com o presidente da Agência Nacional de Petróleo, Haroldo Lima, nesta segunda-feira.

“Nós aprovamos um plano de emergência e eles não estavam preparados para executá-lo”, disse Lima. Especificamente, a Chevron não estava pronta para cimentar o poço que foi a fonte primária do vazamento, o que é uma exigência da ANP, disse Lima.

Autos de infração

A Chevron enfrentará pelo menos três autos de infração, incluindo um pela falta de preparação do plano de emergência. Os autos de infração estão sendo emitidos nesta segunda-feira pela agência e não substituirão outras infrações ou penalidades.

A ANP está monitorando 28 pontos ao longo de nove fissuras por onde vazou o óleo, e descobriu que em apenas um dos 28 pontos ainda há vazamento de óleo residual. Embora a agência acredite que vazamento esteja sob controle, Lima disse que, como ainda há sinais de óleo nos pontos monitorados, o problema não foi completamente contornado.

A última estimativa para o derramamento coloca o volume de petróleo vazado na costa brasileira em um total de 3.000 barris de petróleo ao longo de oito dias, disse Lima. A área total afetada pelo vazamento é estimada em 160 quilômetros quadrados.

Vazamento

O presidente da subsidiária brasileira da petrolífera Chevron, George Buck, calculou nesta segunda-feira em 2,4 mil barris (381,6 mil litros) volume total de petróleo vazado no Campo de Frade, na Bacia de Campos.

Essa foi a primeira estimativa feita pela empresa sobre o total de óleo que vazou no desastre. Buck disse que todos os esforços estão sendo feitos para retirar o petróleo que vazou e que a companhia está utilizando materiais permitidos pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama) para fazer esse trabalho. “Não colocamos nem areia nem farinha na contenção da mancha. Apenas materiais autorizados pelo Ibama.”

Buck voltou a assumir total responsabilidade da empresa pelo vazamento e ressaltou que o produto será retirado da superfície. “É inaceitável qualquer óleo na superfície e vamos tomar todas as providências para isso.”

O executivo isentou de qualquer culpa pelo acidente os funcionários e equipamentos da empresa Transocean, responsável pela perfuração do poço, a mesma envolvida no desastre do Golfo do México, em 2010, quando operava para a British Petroleum (BP).

 

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